Focado no acompanhamento e monitoramento dos meninos e meninas com a Síndrome da Zika Congênita (SZC/microcefalia), além de outros com doenças raras, o Núcleo de Apoio às Famílias de Crianças com SZC também está atuando para auxiliar no acesso à saúde das mães e outras mulheres responsáveis pelo cuidado desse público. A iniciativa começou no mês de maio, a partir das associadas da  União de Mães de Anjo (UMA). Agora, também estão sendo contempladas aquelas que fazem parte da Aliança de Mães de Familias Raras (Amar). 

O Núcleo tem intermediado o agendamento de consultas ambulatoriais de oftalmologia e odontologia, além de ofertados os exames de mamografia e citopatológico. Os atendimentos estão sendo realizados no Centro Oftalmológico de Pernambuco (Cope), Hospital Geral de Areias (HGA) e no Laboratório da Mulher. Até o momento, 229 atendimentos já foram realizados, e já há a marcação de outros 178. 

"Desde a criação do Núcleo, nós temos um contato próximo e constante com as famílias para dar suporte nas mais variadas necessidades, não apenas de saúde, mas tanto intermediando questões com outras secretarias de Estado ou com os municípios. Com esse projeto, focamos nosso olhar nessas mulheres que tanto dedicam seu tempo para as crianças e que também precisam manter o cuidado com sua saúde pessoal. Temos tido um bom retorno dessa iniciativa e esperamos manter sempre ações que beneficiem tanto as crianças com a síndrome congênita do zika e também das suas mães e responsáveis", frisa a coordenadora do Núcleo, Laura Patriota. 

"Programas como esse faz com que a cidadania entre de volta na vida dessas mulheres e elas se sintam empoderadas e cuidadas por uma rede de apoio, na qual todo o mundo entende a necessidade que é de cuidar de quem cuida. É um privilégio olhar para essas mulheres e saber que elas estão sendo cuidadas. Foi de grande alegria e grande importância na vida de cada uma dessas mulheres que têm participado do programa", destaca a fundadora da Amar, Pollyana Dias.