A Coordenação de Atenção à Saúde LGBT da Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizou, nos dias 11 e 12 de junho, um seminário com o tema Seminário “Saúde, educação e direitos humanos – interseccionalizando cuidados para um acolher integral. Discutindo os direitos da população LGBT+”. O evento reuniu, na cidade de Pesqueira, a Secretaria Municipal de Saúde, o Centro Estadual de Combate à Homofobia (CECH), a coordenação de Saúde Mental, Atenção Básica e Saúde Indígena, o Coletivo Mães pela Diversidade e representantes do povo Xukurus. 

O foco do encontro foi discutir a saúde voltada para análise da saúde mental da população  formada por lésbicas, gay, bissexuais, travestis e transsexuais (LGBTs) do município e na saúde mental indígena, a implementação da Política Estadual de Saúde LGBT. Participaram da formação profissionais de saúde, de assistência à saúde e de educação em saúde, e os agentes comunitários indígenas.    

 

“Na formação falamos sobre o que é a pessoa LGBT a partir da compreensão da identidade de gênero e orientação sexual e de como essas pessoas estão nascendo, adoecendo e morrendo. Trabalhamos junto ao município, a compreensão das diversas situações de vulnerabilidade a qual essa população é colocada para que eles consigam desenvolver estratégias de ação para retirar a população da vulnerabilidade”, destacou o coordenador de Atenção à Saúde LGBT, Luis Valério.  

“Foi um encontro voltado também para importância do nome social trazendo à tona a normativa de instrução para o uso do nome social nos serviços de saúde do Estado, reforçando o atendimento humanizado de acordo com as especificidades. Segundo a Portaria da SES, o nome social deve estar presente em todos os registros do Sistema Único de Saúde (SUS)”, completou o coordenador.  

Ainda na agenda, reunião com as lideranças indígenas do município para apresentação da Política Estadual e falar como o preconceito, o machismo e outras ações têm interferido diretamente nos casos de suicídio de LGBTs indígenas.