Transtorno psiquiátrico, a esquizofrenia pode ter seu efeito deteriorante diminuído com base na utilização de medicamentos de longa ação, que combatem o aparecimento de episódios agudos da doença. Para tratar sobre o assunto, a Diretoria Geral de Assistência Farmacêutica (DGAF), da Secretaria Estadual de Saúde (SES), escolheu para o tema “Fármacos injetáveis de longa ação no tratamento da esquizofrenia”. O debate acontece na próxima terça-feira (19.03), a partir das 9h, no auditório da DGAF, localizado na Praça Osvaldo Cruz, s/n, bairro da Boa Vista. A plateia do evento será formada por profissionais farmacêuticos e estudantes. A palestra será ministrada pelo PhD em psicofarmacologia, Victor Silva Pereira.

A esquizofrenia é caracterizada por alterações no funcionamento da mente provocando distúrbios de pensamento, perda de noção da realidade e do senso crítico e mudanças de comportamento. Entre os avanços no tratamento da doença, estão as injeções de longa ação que são formadas pelos mesmos princípios ativos dos comprimidos. Em uma aplicação, a injeção fornece o equivalente a um mês de tratamento. A utilização foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2011.

O indicativo para o uso do injetável facilita o controle da doença, diminui efeitos colaterais e evita que pacientes desistam do tratamento, assim como a diminuição de custos com internamentos ocasionados por surtos. “A utilização de fármacos injetáveis também nos permite ter a garantia de que o paciente não vai interromper o tratamento medicamentoso. A partir do momento em que ele toma a injeção no ato da dispensação do insumo, ele estará com o tratamento correto até a próxima dosagem”, afirmou a chefe de Farmácia e Terapêutica do Estado, Marcela Correia.

O ciclo de palestras desenvolvidas pela diretoria de Assistência Farmacêutica faz parte do Programa de Aperfeiçoamento Contínuo visando à atualização de profissionais e estudantes que atuam na assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).