A sepse é responsável por cerca de 25% das ocupações nos leitos de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Brasil, podendo levar à morte até 55% desses pacientes. É a causa de um em cada cinco óbitos no mundo. Com dados sempre tão alarmantes e preocupantes, a classe médica faz, todos os anos, um alerta sobre a doença e reserva o dia 13 de setembro para reforçar a conscientização em relação à enfermidade, popularmente conhecida como “infecção generalizada”. 
Visando a prevenção e o combate à doença, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Miguel Arraes (CCIH/ HMA), em Paulista, retoma o assunto e implementa o Protocolo de Sepse na unidade. Definida como uma resposta inadequada do próprio organismo contra uma infecção localizada em qualquer órgão, a sepse é desconhecida para 93% dos entrevistados em uma pesquisa do Instituto Latino-americano de Sepse (ILAS) em 134 municípios brasileiros, o que leva ao atraso na procura das pessoas por atendimento médico e, consequentemente, ao tratamento.
O objetivo da CCIH, em parceria com a Educação Permanente, é capacitar médicos, profissionais de enfermagem e intensivistas a lidar com a enfermidade, orientando assim a população sobre o assunto. Seguindo essa diretriz, 16 protocolos de sepse foram abertos em agosto, primeiro mês de indicadores analisados na instituição, possibilitando, em cada caso, identificar a doença e tomar as medidas necessárias adequadas para reduzir a mortalidade.
Segundo o médico Noel Loureiro, coordenador da UTI do Hospital Miguel Arraes, bons hábitos de saúde ajudam tanto o paciente quanto quem cuida dele, e uma das principais medidas para prevenir as infecções associadas aos cuidados de saúde continua sendo a higiene das mãos.
“Na UTI, as infecções contribuem para prolongar a permanência dos pacientes dentro do hospital e aumentar o risco de morte. O simples gesto de lavar as mãos reduz em até 40% o risco dessa contaminação”, explica dr. Noel. Além da higiene das mãos, profissionais de saúde devem atentar para medidas como o uso racional de antimicrobianos e o uso adequado das precauções de contato, a vigilância epidemiológica e a limpeza do ambiente para auxiliar na prevenção à sepse. 

 

SEGURANÇA DO PACIENTE

 

Para chamar atenção sobre a sepse e alertar para a importância da assistência segura, a Gerência de Risco do HMA, em parceria com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e o setor de Educação Permanente, promovem, a partir da próxima segunda-feira (14), a Semana de Segurança do Paciente, com foco também no Dia Mundial da Segurança do Paciente, comemorado em 17 de setembro.
Durante toda a semana, usuários e colaboradores do Hospital Miguel Arraes vão receber garrafas de álcool em gel e orientações sobre como garantir ambientes mais protegidos nas áreas de assistência à saúde, inclusive com instruções sobre metas de segurança, com enfoque em riscos de queda.
Este ano, diante do desafio da pandemia do Novo Coronavírus, o slogan da campanha é “Trabalhadores da saúde seguros, pacientes seguros”. A ação acontece na área externa do prédio da Administração do HMA.