Dando seguimento ao cronograma de atividades do acordo de cooperação internacional firmado entre o Governo do Estado e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) iniciou, nesta terça-feira (06/08), uma oficina de planejamento das ações semestrais do termo de cooperação em prol da saúde da mulher e da criança em Pernambuco. Até a próxima quinta-feira (08/08), a área técnica e gestores da pasta estarão reunidos com consultores nacionais da Opas/OMS na sede da SES, no Recife, discutindo temas relevantes relacionados à assistência obstétrica, saúde sexual reprodutiva, câncer de colo de útero, recursos humanos, além do monitoramento da informação nas áreas.

O projeto, que terá duração de cinco anos, podendo ser prorrogado por mais cinco, será dividido em três módulos, que ocorrerão paralelamente: diagnóstico, intervenção e monitoramento. "Nós temos acompanhado o esforço das nossas equipes para firmar o termo de cooperação com a Opas. Agora, nossa principal preocupação é organizar os esforços para otimizar a mobilização, harmonizando tudo o que já é feito no Estado com as ações do projeto", ressalta o secretário estadual de Saúde, André Longo. Até a quinta-feira, os profissionais estarão imersos no cronograma das primeiras ações do acordo. "Nos próximos dias, devemos avaliar todas as informações importantes para este primeiro semestre do projeto. A ideia é traçar o planejamento das ações, as pactuações internas, as metas a serem alcançadas, nossos indicadores e as expectativas das equipes para o cronograma de tarefas", explica Longo.

A atuação da Opas/OMS contará com consultores internacionais e nacionais que apoiarão os processos de transferência de experiências e conhecimentos, e irão capacitar profissionais e gestores pernambucanos em todas as regiões do Estado. Ainda este ano, as equipes realizarão o diagnóstico da rede de saúde obstétrica e da demanda e oferta da linha de cuidado da prevenção do câncer de colo de útero no Estado, para aumentar o impacto e a efetividade das intervenções. Também serão realizados encontros mensais com a participação das 20 maiores unidades da rede materno-infantil do Estado para monitoramento da gestão dos leitos em articulação com a Central de Regulação do Parto.

METAS - Com a meta de reduzir a taxa de mortalidade materna para 35 óbitos por cem mil nascidos vivos até 2022, o acordo propõe diversas ações. Entre elas, a capacitação para melhorias em toda a rede de maternidades, com aumento da qualidade e oferta do pré-natal e promoção da vinculação obstétrica, que terá início pela I Macrorregional de Saúde - que engloba a RMR, zonas da Mata Norte e Sul e o Agreste Setentrional - e a IX Geres, que tem sede em Ouricuri, respectivamente; estudo sobre o itinerário das gestantes para qualificar o mapa de vinculação obstétrica; e a capacitação de 2 mil profissionais das redes básicas de saúde sobre planejamento reprodutivo e métodos contraceptivos de longa duração, tendo como meta atingir 2% de dispositivos intrauterinos (DIU) inseridos em mulheres em idade fértil  nos próximos 4 anos.

Já as metas para prevenção ao câncer de colo do útero, doença que vitima em torno de 300 pessoas por ano em Pernambuco são, por meio das intervenções, melhorar os atuais indicadores e atingir, até 2022, cobertura mínima de 80% nos grupos prioritários da vacina contra o HPV; aumentar a cobertura do exame citopatológico nas mulheres na idade preconizada (25 a 64 anos) para 80%; além de garantir a oferta dos serviços de colposcopia (exame que identifica lesões que podem evoluir para o câncer de útero); e o tratamento das lesões precursoras do câncer de colo através da cirurgia de alta frequência (CAF) para todas as mulheres com indicação médica.