Pensando em promover o conhecimento sobre as técnicas de inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU), a Gerência de Atenção à Saúde da Mulher da Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizou, nesta terça-feira (11.06), capacitação sobre a inserção do DIU no pós-parto, pós-abortamento e as técnicas de inserção do DIU de intervalo para profissionais médicos que atuam na Atenção Primária e na assistência ginecológica e obstétrica. Ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS), o DIU tem o comprimento de 2 a 3 cm e é inserido no útero da mulher, com o potencial de eficácia de 99,3%. Em Pernambuco, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 1.007 mulheres realizaram o procedimento de inserção. Em todo o ano de 2018, 4.982 passaram a usar o DIU. O evento aconteceu no auditório do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), referência em parto de alto risco. 

Toda mulher que está em busca de um método contraceptivo deve procurar ajuda profissional para avaliação da melhor conduta. O DIU é um método que evita a gravidez. Para prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (HIV/Aids, sífilis e hepatites virais), o método mais seguro é o uso de preservativo masculino ou feminino.  

“O DIU é um método eficaz, prático, de longa duração, que não interfere nas relações sexuais e atende as necessidades contraceptivas da maioria das mulheres. Pode ser inserido em pacientes não grávidas, no período pós-parto e pós-abortamento, e o mais importante: não é abortivo. Buscamos com as capacitações periódicas, atualizar os profissionais envolvidos na inserção do método contraceptivo, tornando-os aptos para executar o procedimento, ampliando assim, o número de serviços de referência para inserção”, destacou a gerente de Atenção à Saúde da Mulher, Letícia Katz.  

A capacitação foi ministrada pelo gerente do serviço de ginecologia do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), Arlon Silveira, que explanou sobre os métodos contraceptivos; as indicações e contraindicações dos dispositivos intrauterinos; Propedêutica pré-inserção; a técnica de inserção do DIU de cobre pós-parto, pós-abortamento e de intervalo e a identificação das complicações imediatas e tardias do método.    

 

“O DIU de cobre é liberado no Brasil há mais de 40 anos, mas o mais interessante é que até hoje não está incorporado em nossa cultura de prevenção a gravidez indesejada. Quando uma paciente busca um método contraceptivo, é importante que o profissional de saúde esteja preparado para identificar, junto à paciente, o que ela espera do uso do método e o seu planejamento de vida para o futuro”, afirmou o Arlon Silveira.