Técnicas da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE) estiveram na sede da Secretaria de Educação do Estado, na Várzea, na tarde desta quinta-feira (28/05) para sensibilizar profissionais do órgão a abraçarem a causa da doação de órgãos. A ideia é que os educadores tornem-se multiplicadores de informações para os professores e alunos da rede estadual de ensino. 
 
“Vamos explicar como funciona a doação, o que é morte encefálica e que qualquer pessoa pode se declarar como doadora de órgãos. É importante que a sociedade discuta esse assunto e entenda a importância de ajudar quem está na fila de espera e precisa de um doador para ter melhor qualidade de vida ou até mesmo para evitar sua morte”, afirma a coordenadora da CT-PE, Noemy Gomes. 
 
De acordo com Noemy Gomes, de cada dez famílias abordadas sobre a doação de órgãos, seis negam o ato, principalmente por desconhecimento sobre morte encefálica. “A morte é uma só, contudo, ela pode ocorrer pela parada de funcionamento do coração ou do cérebro. Quando a morte é encefálica, um rígido protocolo é seguido para que haja a confirmação. Se houver, aquele paciente pode ajudar até sete pessoas que estão na fila de espera”, ressalta.
 
Outro mito é sobre como o corpo do doador será entregue à família. “Após a retirada dos órgãos, são feitos todos os procedimentos necessários para que o corpo chegue à família de forma íntegra para que sejam realizados os ritos de despedida”, ratifica Noemy.
 
Durante a ação de sensibilização, na Secretaria de Educação, foi exibido um vídeo mostrando como funciona a Central de Transplantes e, em seguida, houve uma aula ministrada pela enfermeira da Central de Transplantes, Jaqueline Diniz, na qual ela esclareceu cada um dos pontos considerados sensíveis no que diz respeito ao transplante de órgãos e tecidos.
 
Atualmente, 1.298 pessoas estão na fila de espera por pâncreas/rim (1), coração (6), medula óssea (30), fígado (78), córnea (115) e rim (1.068). No caso da córnea, a CT-PE considera a fila zerada, pois o transplante acontece em até 30 dias da data de inscrição do paciente na fila.
 
TRANSPLANTES EM 2015 – De janeiro a abril, foram realizados 367 transplantes, uma queda de 12,41% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram efetivados 419. A redução foi provocada, principalmente, pela fila de córnea, que está zerada. A CT-PE ainda comemora o aumento nos transplantes de coração (200%), fígado (19%) e rim (11%), em relação ao mesmo período de 2014.
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