Da produção de uma pasta de dente à medicina nuclear. Da fiscalização de bares e restaurantes à validação de equipamentos para utilização nas UTIs. Essas produções e atividades precisam da atuação da Vigilância Sanitária para garantir a segurança e a promoção à saúde da população. Em tempos de pandemia, os profissionais da área, que comemora seu dia nacional nesta quarta (05.08), foram indispensáveis para a organização da rede de saúde e para os trabalhos educativos e de fiscalização junto aos mais diversos serviços, sempre objetivando evitar adoecimentos e, consequentemente, mortes pelo novo coronavírus. 

"Os técnicos de vigilância sanitária estão envolvidos nas mais variadas ações do nosso dia a dia e, com o advento da pandemia, as atribuições tiveram convergência para o enfrentamento à Covid-19. Todos os leitos voltados à doença recebem a nossa avaliação e liberação para funcionamento, assim como o maquinário necessário para a oferta de uma assistência integral e os equipamentos de proteção individual para a segurança dos profissionais de saúde e dos pacientes. Estamos vivenciando um período de trabalho árduo, mas sabendo da importância do nosso trabalho para benefício da população pernambucana", afirma o gerente geral da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), Josemaryson Bezerra.

Para qualificar o trabalho da Apevisa durante a pandemia, o Governo de Pernambuco convocou 37 profissionais aprovados em concurso público, que foram lotados em todas as quatro macrorregionais do Estado, do Litoral ao Sertão. "Nossas equipes atuam em conjunto com as vigilâncias municipais, que estão presentes em todas as cidades pernambucanas e também foram indispensáveis para proteger o público no seu território, por meio da construção das barreiras sanitárias e todas as atividades educativas e de fiscalização", frisa Bezerra, lembrando que todas as Vigilâncias Sanitárias (Visas) estão ligadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que também teve papel importante para auxiliar nas importações e nas especificações de insumos para o momento.

O gerente também ratifica que, desde o início da pandemia, Pernambuco tem atuado com determinação para enfrentar a doença. Entre as primeiras medidas implementadas, a elaboração de portaria para liberar empresas para a produção de álcool gel, em um período que houve uma grande escassez do produto. Prova disso é a produção, desde abril, do insumo em larga escala pelo Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), beneficiando toda a rede pública estadual.

A Apevisa também auxiliou nos trabalhos durante o isolamento mais rígido em alguns municípios da Região Metropolitana do Recife e do Agreste. "Além da fiscalização, atuamos em trabalhos educativos junto à população para orientá-la e reforçar a importância de evitar aglomerações e respeitar todas as medidas de higiene e segurança necessárias para passamos por esse problema de saúde pública que atingiu todo o mundo", finaliza.