O Projeto Abordagens Inovadoras para intensificar esforços para um Brasil livre da Hanseníase inicia nesta segunda-feira (23.10), nos estados do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí e Tocantins, curso de atualização sobre a doença para os profissionais que atuam diretamente com os serviços que realizam o diagnóstico e tratamento dos pacientes. Serão beneficiados, com a ação, que segue até a sexta-feira (27.10), 20 municípios dentre os que registraram maior número de casos novos da doença, tanto na população em geral como em menores de 15 anos, com base no ano de 2015. 
 
O Projeto é uma parceria do Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), com apoio da Fundação NIPPON do Japão, além da Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE), e terá duração de três anos (2017 - 2019). O objetivo geral é reduzir a carga de hanseníase nos municípios selecionados. 
 
O principal critério considerado para seleção dos municípios participantes foi o número de casos registrados em menores de 15 anos. Nesse sentido, no Estado de Pernambuco, foram selecionados cinco municípios: Recife, 2º no ranking de números de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos em relação ao restante do país, e outros quatro municípios localizados na região metropolitana (Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho). Neste primeiro momento, o curso ocorre no Cabo, Olinda e Paulista. Em breve serão realizadas as atividades no Recife e em Jaboatão. 
 
Os objetivos específicos do Projeto são: aumentar a detecção de casos novos de hanseníase nas áreas selecionadas; promover a educação permanente em hanseníase para os profissionais da Atenção Primária à Saúde, fortalecer os centros de referência, ampliar e qualificar a descentralização do programa; reduzir a proporção de casos novos com Grau 2 de incapacidade física (GIF2) por meio do diagnóstico precoce e ações de prevenção de incapacidades; e o enfrentamento do estigma e da discriminação contra as pessoas acometidas pela doença.
 
O curso do Projeto será conduzido por uma equipe de especialistas nas áreas de Clínica Geral, Prevenção de Incapacidades e Mobilização Social. Haverá também um coordenador municipal em cada cidade para o acompanhamento das atividades. 
 
Os profissionais dos municípios que atuam nas Unidades de Saúde selecionadas para esse primeiro momento serão atualizados quanto à teoria e prática do diagnóstico, tratamento, prevenção de incapacidades em hanseníase, além de ações que promovam a prevenção do estigma e da discriminação, de segunda a quarta. Na quinta-feira, ocorrerá, também, uma campanha em um local selecionado especificamente, onde serão realizados exame dermatoneurológico para diagnóstico, avaliação para prevenção de incapacidades, além de atividades que alertam a população sobre os sinais e sintomas da doença.
 
Após a primeira semana de atualização, haverá uma reunião para avaliação e planejamento das próximas etapas do Projeto. 
 
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DE HANSENÍASE NO ESTADO DE PERNAMBUCO – Em 2016, o estado registrou 1.856 casos novos de hanseníase. Desses, 176 (9,5%) foram em menores de 15 anos. Do total de casos novos registrados e avaliados quanto ao Grau de Incapacidade Física (GIF) no diagnóstico, 82 (5,2%) iniciaram tratamento com GIF 2.