A Coordenação de Zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde (SES) realiza, nesta quarta-feira (30/04), no auditório do órgão, no Bongi, a Reunião Integrada da Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Leptospirose, com o objetivo de discutir os critérios de encerramento laboratorial dos casos e aprimorar o desenvolvimento das ações de vigilância epidemiológica e ambiental. 
 
A leptospirose trata-se de uma doença infecciosa febril, de inicio abrupto, cuja forma clínica pode variar desde um processo assintomático até formas graves.  É uma zoonose de grande importância social e econômica, por apresentar elevada incidência em determinadas áreas, alto custo hospitalar e perdas de dias de trabalho, como também por sua letalidade, que pode chegar a 40%, nos casos mais graves. Sua ocorrência está relacionada às precárias condições de infraestrutura sanitária e alta infestação de roedores infectados.  As inundações propiciam a disseminação e persistência do agente causal no ambiente. 
 
Em 2013, foram notificados 768 casos, sendo 162 confirmados e desses, 15 óbitos. Com a proximidade das chuvas, que geralmente iniciam no mês de maio e segue até julho, torna-se necessário a discussão de ações objetivando minimizar possíveis problemas causados por enchentes. As ações de controle são baseadas em ações de antirratização e desratização, sendo imprescindível a participação da população. 
 
Como referências no atendimento dos casos graves, estão os Hospitais Oswaldo Cruz e Otávio de Freitas.
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