A Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulga nesta sexta-feira (11.01) o novo boletim sobre a Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZ/microcefalia), com dados até o final de dezembro de 2018. Durante todo o ano passado, foram confirmados 16 casos da doença. Os anos anteriores contabilizaram 272 casos em 2015; 161 em 2016; e 22 em 2017. No entanto, das 16 crianças com o diagnóstico confirmado no ano passado, apenas 2 duas nasceram em 2018 (todas as outras foram em anos anteriores).

Diante das confirmações de casos de síndrome congênita do zika referentes a infecções em gestantes ocorridas no ano passado, e mesmo diante de uma redução de 94,1% no número de ocorrências, entre 2015 e 2018, a Secretaria Estadual de Saúde reforça que vírus e o mosquito transmissor continuam circulando no Estado, o que gera o risco de novas infecções. Por isso, é preciso relembrar a importância que toda a sociedade fortaleça seu engajamento nas ações para prevenir e eliminar os possíveis criadouros do Aedes aegypti. Além disso, as gestantes, ou mulheres com perspectiva de engravidar, devem manter os cuidados para evitar a infecção pelo zika vírus durante toda a gestação, principalmente nos primeiros meses, quando a ação do vírus sobre o bebê é mais intensa.

ZIKA - O atual cenário de circulação do vírus zika na população em geral e, principalmente, entre gestantes, no Estado de Pernambuco, certamente não se compara com a magnitude do período epidêmico, nos anos de 2015 e 2016. No entanto, esse cenário não deve ser traduzido como fim do risco de ocorrência de casos.

De acordo com o último boletim epidemiológico, houve, em todo o ano passado, 1.440 notificações e 56 confirmações de zika em Pernambuco. Todas as regiões do Estado registraram notificação de casos e houve registro da suspeita da doença em 117 municípios. Desses, 23 tiveram casos confirmados.

DENGUE E CHIKUNGUNYA – Em 2018, Pernambuco registrou uma redução de 38,1% nos casos notificados de chikungunya em relação ao ano anterior. Foram 3.246 registros, com 557 confirmações. Já com relação à dengue, houve um aumento de 25,8% nas notificações na comparação de 2018 e 2017. Foram 22.397 casos notificados, com 5.631 confirmações.

LIRAa – Em relação à infestação do Aedes, a análise do 6º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) / Levantamento de Índice Amostral do Aedes aegypti (LIA), realizado no período de 29 de outubro a 01 de novembro de 2018, mostra 128 (69,6%) municípios em situação de risco para transmissão elevada, sendo 42 (22,8%) em situação de risco de surto e 86 (46,7%) em situação de alerta. Outras 56 cidades estão em situação favorável.

Dicas para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti:

- Manter bem tampados caixas d’água, jarras, cisternas, poços ou qualquer outro reservatório de água.
- Manter as lixeiras tampadas e secas.
- Nunca jogar lixo em terrenos baldios.
- Colocar no lixo todo objeto que possa acumular água.
- O lixo deve ser colocado em sacos plásticos bem fechados.
- Lavar os bebedouros de animais com uma bucha pelo menos uma vez por semana e troque a água todos os dias.
- Cobrir e guardar pneus em locais secos, protegidos das chuvas.
- Guardar as garrafas secas de cabeça para baixo e não deixar objetos que acumulem água.
- Encher os pratinhos de plantas com areia.
- Retirar a água acumulada sobre a laje.
- Manter as calhas d’água limpas.

Dicas para as grávidas:

- Usar de repelentes tópicos (uso direto na pele), que não tragam riscos para a gestação.
- Usar calça e camisa de manga comprida, principalmente em locais e horários com maior risco de presença de mosquitos.
- Manter as portas e janelas fechadas ou teladas para impedir a entrada do mosquito.
- Durante a gestação, manter relações sexuais apenas com preservativos.
- Realização das consultas de pré-natal, assim como os exames recomendados pelo médico.