O secretário estadual de Saúde, André Longo, participou, na tarde desta terça-feira (09.07), de mesa de discussão sobre os desafios na prevenção e combate às doenças endêmicas na presença de prefeitos e gestores municipais. O debate fez parte da programação do Seminário dos Municípios Pernambucanos, promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), no Centro de Convenções, em Olinda. Também fizeram parte da mesa o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems/PE), Orlando Jorge; a assessora da Secretaria de Saúde de Palmares, Sylmara Karina Leite; além do economista e ex-prefeito de Bonito, Laércio Queiroz, que fez a mediação do debate.

André Longo defendeu o engajamento dos entes públicos para sensibilização da sociedade no enfrentamento às arboviroses. "Pernambuco registra nesse ano um aumento de mais de 100% nos casos de arboviroses. Mesmo em alerta, a situação é melhor do que o cenário do Brasil, que observa um aumento médio de 500% nas demais unidades da Federação. Mas isso não é um dado a se comemorar e, por isso, o Governo do Estado vem trabalhando intensamente para conter os casos. O combate às arboviroses deve ser um trabalho integrado da Saúde em todas suas frentes, com diversos outros entes governamentais e da sociedade civil. Neste ano, cerca de R$ 8 milhões estão sendo investidos pelo Governo Paulo Câmara para o trabalho relacionado ao Aedes aegypti, o dobro do valor de 2018", destacou o gestor estadual.

O secretário de Saúde de Pernambuco também mostrou as estratégias inovadoras que o Governo de Pernambuco vem utilizando para combater os focos do mosquito. No final de junho, em parceria com a Secretaria de Educação do Estado, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizou a entrega, para alunos de toda a rede estadual de ensino, de uma edição especial da revista da Turma da Mônica intitulada “Um pequeno grande vilão”, produzida em parceria com a editora Maurício de Souza. O material traz, de forma lúdica e de fácil compreensão, para crianças e jovens, informações sobre como identificar sintomas das arboviroses e, principalmente, como evitar o nascimento e a proliferação do mosquito.  

"Com o gibi da Turma da Mônica, queremos mobilizar os nossos estudantes para que eles também atuem nas suas casas e nos seus bairros como atores essenciais nesse trabalho de prevenção e controle do Aedes. Os jovens podem e devem ser vozes indispensáveis para propagar as informações para a comunidade, principalmente, neste momento no qual estamos identificando um aumento de casos dessas doenças”, destaca André Longo.

Além dos gibis, o Governo do Estado tem trabalhado no aplicativo e-visit@PE. Agentes de endemias de municípios pernambucanos responsáveis pelas visitas domiciliares para detecção, tratamento e eliminação dos focos do Aedes Aegypti já começaram a utilizar a nova ferramenta, que permite o envio das informações das visitas em tempo real, agilizando e otimizando a consolidação dos dados e a tomada de decisões pelos gestores municipais e estadual. 

Para a realização deste trabalho, a Secretaria Estadual de Saúde cedeu smartphones com acesso à internet para mais de 250 agentes de 25 municípios pernambucanos pertencentes a 3 Gerências Regionais de Saúde. São 6 cidades da IV Geres (Pesqueira, Sanharó, Alagoinha, Ibirajuba, Poção e Jurema), as 7 da VII Geres (Belém do São Francisco, Cedro, Mirandiba, Salgueiro, Serrita, Terra Nova e Verdejante) e as 12 da X Geres (Afogados da Ingazeira, Brejinho, Carnaíba, Iguaraci, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira, Tuparetama). A expectativa é que, até o final do ano, todos os municípios pernambucanos estejam usando o aplicativo. 

SANAR - Durante sua fala no Seminário dos Municípios, o secretário ainda destacou a Vigilância das Doenças Negligenciadas, que desde 2011 é desenvolvida pelo Programa Sanar, creditando Pernambuco como o primeiro Estado brasileiro a desenvolver um programa específico para o combate dessas doenças endêmicas. Desde então, a SES vem realizando um amplo enfrentamento as chamadas doenças negligenciadas, que atingem, principalmente, as populações mais carentes. O objetivo é reduzir ou eliminar oito doenças transmissíveis negligenciadas enquanto problema de saúde pública: esquistossomose, geo-helmintíases, chagas, filariose, leishmaniose visceral, tracoma, tuberculose e hanseníase.