O Carnaval 2017 foi considerado de mais tranquilidade para os serviços de emergência administrados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), em comparação aos dias de Momo de 2016. Das 19h da sexta-feira (24/02) até as 7h da Quarta-feira de Cinzas (18/02), foram registrados 30.154 atendimentos em todas as unidades da rede estadual, localizadas nas proximidades dos focos de folia, o que inclui 24 hospitais e 15 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) distribuídos por todas as regiões de Pernambuco. Esse número representa uma redução de 25% em relação ao ano de 2016, quando foram registrados 40.295 atendimentos.
 
"O planejamento montado pelo Governo do Estado para o Carnaval, com o reforço nas escalas de profissionais e monitoramento das ocorrências, foi um sucesso e a rede funcionou em sintonia e de forma ordenada, conseguindo alcançar o nosso objetivo de garantir a assistência necessária aos pernambucanos e turistas", ressalta o secretário estadual de Saúde, Iran Costa Júnior.
 
As 15 Unidades Pronto Atendimento (UPAs) foram responsáveis por 59% (17.739) do total de atendimentos de toda a rede estadual de saúde. Apenas (4%) dos pacientes atendidos nas UPAS precisaram ser transferidos para as emergências dos grandes hospitais, o que demonstra o alto grau de resolutividade destas unidades. No período carnavalesco, as UPAS estaduais realizaram 654 suturas e curativos e 971 imobilizações em pacientes com traumas leves. No Carnaval do ano passado, as 15 Unidades de Pronto Atendimento foram responsáveis por 23.818 atendimentos (uma redução de 25,5% em 2017).
 
A maior diminuição nos atendimentos foi registrada nos 12 hospitais localizados na Região Metropolitana do Recife (RMR), que realizaram, neste ano, 5.111 atendimentos, um número 31% menor que o total de 2016 (7.442). Já no interior, as unidades da rede estadual foram responsáveis por 7.304 atendimentos, um decréscimo de 20% em relação ao ano passado (9.035).
 
Já com relação aos procedimentos, a rede estadual realizou, durante o Carnaval, 545 cirurgias, quantidade 15% menor que a registrada em 2016. No entanto, nos 12 hospitais do Interior do Estado, o movimento cirúrgico observou um aumento de 22%, com a realização de 216 cirurgias neste ano, contra 177 no ano passado, o que reflete o aumento da resolutividade dessas unidades e impacta na redução das cirurgias na capital. Na RMR, a queda foi de 29% (329 em neste ano e 462 em 2016).
 
REGULAÇÃO DE LEITOS - A tendência de redução nos atendimentos durante o Carnaval 2017 nas grandes emergências, também foi constatada pela Central de Regulação de Leitos de Pernambuco. Os encaminhamentos de urgência para as grandes emergências e maternidades de alto risco, apresentou uma redução de 12,5% em relação a 2016. Já as regulações para os hospitais regionais e maternidades de baixo risco, apresentaram aumentos de 23,5% e 3%, respectivamente.
 
Para ampliar a rotatividade de leitos nas grandes emergências, também estão sendo realizados, desde o início de janeiro, mutirões de cirurgias ortopédicas em unidades contratadas. Até a quarta-feira de cinzas, 90 pacientes já foram beneficiados. Até o final do mês de março, serão cerca de 200 cirurgias.
 
ATENDIMENTOS NO WILMA LESSA - Entre o sábado (25.02) e a terça-feira (28.02), o Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, localizado no Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, atendeu seis pacientes vítimas de violência. Foi um caso de agressão física, um de sexual e física e quatro de agressão sexual. Quatro pacientes foram encaminhadas do IML e duas de outras unidades de saúde. As ocorrências foram em Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Olinda (2), Cabo de Santo Agostinho e Vitória de Santo Antão. 
 
GALO DA MADRUGADA - Pelo sexto ano consecutivo, o desfile do Galo da Madrugada teve suas ocorrências de saúde monitoradas em tempo real pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Ao todo, durante o sábado de Zé Pereira, foram registrados 478 atendimentos de saúde relacionados à festividade, sendo 465 envolvendo foliões e 13 pessoas que trabalhavam no evento. Isso significa uma redução de 3,6% em relação a 2016, com 496 atendimentos (484 de foliões e 12 de trabalhadores). Ao todo, foram 16 locais monitorados, sendo oito hospitais, três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e cinco postos de atendimento do Samu.
 
As ocorrências foram notificadas das 7h às 22h por equipamentos portáteis (tablets) conectados ao software Ambiente de Monitoramento de Risco (Amber), com dados gerados pelos hospitais da Restauração, Getúlio Vargas, Otávio de Freitas, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães, Imip, Correia Picanço e Universitário Oswaldo Cruz; pelas UPAs Imbiribeira, Torrões e Caxangá; e pelos postos do Samu na Praça Sérgio Loreto, Avenida Dantas Barreto, Pátio do Carmo, Rua do Sol e Central 192.
 
De acordo com as informações coletadas, o uso excessivo de álcool foi a principal causa dos atendimentos (33,3%), seguido por mal estar decorrentes de outras causas (18,3%). Já em relação aos sintomas relatados, os mais comuns foram tontura (12,6%), náusea (11,9%) e dor (9,6%). No total, 91,2% dos casos foram resolvidos no próprio local de atendimento. Apenas 8,78% precisaram de transferência.
 
MONITORAMENTO - Além das informações geradas sobre os 478 atendimentos aos foliões durante o desfile do Galo da Madrugada, o Amber também registrou outras 545 ocorrências nas mesmas unidades de saúde, que envolviam pacientes que não estavam em polo de festa, o que corresponde a 53,3%. No ano passado, foram 568.
 
LEI SECA - Com ações de fiscalização em todo o Estado durante o Carnaval, a Operação Lei Seca abordou, das 0h da sexta (23/02) até a madrugada da quarta-feira (1º/03), 10.723 veículos.
 
Desse total, 58 foram rebocados e 107 CNHs foram recolhidas. Dos condutores abordados, 69 se recusaram a fazer o teste do bafômetro. Nos 10.884 testes de alcoolemia realizados, foi constatado que 37 pessoas beberam após dirigir. Dessas, quatro cometeram crime.
 
Os motoristas autuados por alcoolemia sofrem punições administrativas, que preveem multa gravíssima com a perda de 7 pontos na carteira, recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e aplicação de multa no valor de R$ 2.934,70. Aqueles que cometeram crime de trânsito, além dessas sanções, foram conduzidos para a delegacia de polícia e autuados por crime de trânsito.