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SES discute enfrentamento à mortalidade materna

Órgão intensificou análise dos casos para fazer ações preventivas

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) vem intensificando as ações para ampliar a assistência ao parto e, quando ocorrer óbitos, notificar e investigar os casos. Com isso, espera-se construir ações que evitem novas ocorrências. Segundo dados do órgão, cerca de 90% dos óbitos maternos são evitáveis, por meio do pré-natal, parto e acompanhamento da puérpera corretos.

Para discutir esse quadro, será realizado, nesta quinta-feira (19/07), no auditório do órgão, no Bongi, a Oficina Estadual sobre Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e o Enfrentamento da Mortalidade Materna. O evento será a partir das 13h30, reunindo gestores públicos e entidades representativas da mulher.

De acordo a coordenadora do Programa de Combate à Mortalidade Materna da SES, Hérika Dantas, há um Comitê Estadual que faz as investigações dos óbitos em todas as regiões pernambucanas. “Os técnicos investigam os possíveis erros que possam ter ocorrido durante todo o período da gestação e do pós-parto. A investigação vai desde o ambiente familiar até o hospital. A partir da conclusão do caso, são enviadas recomendações às unidades de saúde e, se preciso, aos conselhos de classe para que outras medidas sejam discutidas”, afirma Hérika, lembrando que o Comitê tem caráter educativo.

Em maio, a SES lançou o Plano de Investimento em Assistência Obstétrica de Alto Risco, que prevê a construção de duas novas maternidades (Jaboatão dos Guararapes e Caruaru), e a requalificação de quatro unidades de baixo para alto risco (Olinda, Vitória de Santo Antão, Serra Talhada e Petrolina). Ao todo, serão investidos R$ 81 milhões. Os municípios pernambucanos ainda estão aderindo a Rede Cegonha, que prevê uma série de investimento na área materno-infantil, como requalificação de maternidades e organização de casas de acolhimento.

Programa Mãe Coruja – Em quatro anos de atuação, o Programa Mãe Coruja Pernambucana já acompanhou mais de 66 mil mulheres em todo o Estado, monitorando a gestação monitorada e assistida, o que auxlia na redução da mortalidade materna e neo-natal. O programa também acompanha mais de 29 mil crianças menores de cinco anos. Em 2007, o coeficiente de mortalidade infantil de Pernambuco era 18,8 por mil nascidos vivos. Hoje, a taxa está em 15,2.