A população pernambucana, conforme o censo do IBGE de 2010 , é composta por 62% de pessoas pretas e pardas,  constituindo a chamada população negra. A Política Nacionalde Saúde Integral da População Negra tem como marca o reconhecimento do racismo, das desigualdades étnico-raciais e do racismo institucional como determinantes sociais das condições de saúde.
 
No Brasil, existe um consenso entre os diversos estudiosos acerca das doenças e agravos prevalentes na população negra, com destaque para aqueles que podem ser agrupados nas seguintes categorias: a) geneticamente determinadas – doença falciforme, deficiência de glicose 6 – fosfato desidrogenase; b) adquiridas em condições desfavoráveis – desnutrição, anemia ferropriva, doenças do trabalho, DST/HIV/Aids, mortes violentas, mortalidades infantil, abortos sépticos, sofrimentos psíquico, estresse, depressão, tuberculose, transtornos mentais (derivados do uso abusivo de álcool e outras drogas); c) de evolução agravada ou tratamento dificultado – hipertensão arterial, diabetes melitos, coronariopatias, insuficiência renal crônica, câncer, miomatoses (PNUD, 2001). Essas doenças e agravos necessitam de uma abordagem específica como exigência da promoção da equidade em saúde no País.
 
A Coordenação da Atenção à Saúde da População Negra, vinculada à secretaria-executiva de Atenção à Saúde, enquanto política estratégica, tem como missão a implantação da referida política no âmbito do SUS estadual, cuja diretriz principal visa a redução da exclusão social evidenciada nas desigualdades da efetivação do direito humano à saúde, em seus aspectos de promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças e agravos transmissíveis e não transmissíveis incluídos aqueles de maior prevalência nesse segmento populacional.
 
Esta Política visa:
 
- Ampliar o acesso da população negra residente nas áreas urbanas, em particular nas regiões periféricas dos grandes centros urbanos, e os residentes nas zonas rurais, especialmente nas comunidades quilombolas, às ações e aos serviços de saúde.
- Promover a implementação e fortalecimento das ações de atenção às pessoas com doença falciforme, o que significa a reorganização, a qualificação do acolhimento e da assistência, na dispensação farmacêutica e da atenção diferenciada na internação.
- Aprimorar o preenchimento da coleta do quesito raça/cor nos sistemas de informação do SUS, bem como o processamento e análises dos dados desagregados por raça/cor/etnia.
 
Coordenação de Atenção à Saúde da População Negra
Coordenadora: Miranete Trajano de Arruda
Telefone: (81) 3184.0578 / 0605

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