Apesar de existir há milhares de anos, a tuberculose ainda constitui um sério problema de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1/3 da população mundial está infectada pelo bacilo e, desses, 10% desenvolverá a doença. Entre os mais vulneráveis, estão os presidiários, os moradores de rua, as comunidades indígenas e pessoas vivendo com HIV/Aids. Para prevenir, receber o diagnóstico precoce e realizar o tratamento, os pacientes deverão procurar a Unidade de Saúde mais próxima de sua residência.
 
Existe no Estado o Programa do Controle da Tuberculose que objetiva reduzir as fontes de infecção (sintomáticos respiratórios/bacilíferos), o número de casos (declínio da prevalência) e a morbimortalidade (incidência, sequelas e morte). Para isso, são traçadas diretrizes como: tratar a maioria dos enfermos em Unidades Básicas de Saúde, por profissionais das Equipes de Saúde da Família e dispor de serviços de referência com especialistas e recursos extras para suporte à Atenção Básica. A coordenação estadual do programa trabalha como indutora da inserção das políticas de controle da tuberculose nos municípios pernambucanos, promovendo a supervisão, monitoramento, capacitação dos profissionais e implantação das ações do programa.
 
Espera-se uma detecção de, pelo menos, 90% dos casos esperados, a cura de 85% dos casos diagnosticados e obter menos de 5% de abandono dos que fazem o tratamento. Pretende-se, ainda, realizar ações de controle em 100% dos municípios e estimular a notificação no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), banco de dados que agrega todas as informações do quadro da doença no Estado, auxiliando no planejamento e execução dos planos de ação. Anualmente, o Programa realiza duas mobilizações para chamar a atenção do público: a Semana Nacional de Combate a Tuberculose, em março, e o Dia Estadual de Combate à Tuberculose, em novembro, contando ainda com ações descentralizadas nos municípios.
 
Pernambuco, em 2010, apresentava a 3ª maior incidência de tuberculose entre os estados brasileiros, além da 2ª maior mortalidade. O percentual de cura do Estado foi 67,0% e o abandono 10,7% (quando é preconizado pelo Ministério da Saúde, no mínimo 85% e no máximo 5%, respectivamente).
 
ENFERMIDADE – A tuberculose, doença curável e com tratamento gratuito, afeta, principalmente, os pulmões, existindo também na forma extrapulmonar: ganglionar periférica, pleural, cutânea, oftálmica, renal, meníngea (membranas que envolvem o cérebro), entre outras, sendo transmitida pelo bacilo de Koch. Os principais sintomas são: tosse, febre vespertina, sudorese noturna, falta de apetite e emagrecimento. Pessoas que apresentem tosse por três semanas ou mais são suspeitas de ter a doença e deverão procurar um serviço de saúde mais próximo para realizar o exame de escarro (baciloscopia). No mundo, de acordo com a OMS, são 9,2 milhões de casos da doença (25 mil por dia) e 1,7 milhões de morte por ano (2009).
 
Programa de Controle da Tuberculose
Gerência: Ana Lúcia Alves de Souza
Coordenação: Cândida Ribeiro
Telefones: (81) 3184.0201

Aplicativos

Nenhum documento para download encontrado.