A leptospirose é uma doença transmitida aos seres humanos pelo contato da pele ou conjuntivas com água ou lama contaminadas pela urina de animais portadores de leptospira, principalmente roedores sinantrópicos (domésticos).
 
É uma doença infecciosa febril, de início abrupto, cuja forma clínica pode variar desde um processo inaparente até formas graves. Um amplo espectro de animais domésticos e selvagens serve como reservatório para a persistência de focos de infecção. No meio urbano, os principais reservatórios são roedores (especialmente, o rato de esgoto), suínos, bovinos, equinos, ovinos e cães.
 
O homem, hospedeiro terminal e acidental da doença, infecta-se ao entrar em contato com a urina desses animais infectados, de modo direto e indireto, por meio de contato com água, lama ou solo contaminado.
 
A leptospirose é uma zoonose de grande importância social e econômica, por apresentar elevada incidência em determinadas áreas, alto custo hospitalar e perdas de dias de trabalho, como também por sua letalidade, que pode chegar a 40%, nos casos mais graves. Sua ocorrência está relacionada às precárias condições de infraestrutura sanitária e alta infestação de roedores infectados. As inundações propiciam a disseminação e persistência do agente causal no ambiente.
 
Pernambuco, segundo dados do Sinan, nos anos de 2001 a 2013, notificou 10.938 casos, confirmando 3.312. No SIM, foram registrados 426 óbitos. A taxa média anual de incidência de casos confirmados foi de 2,8/100.000 habitantes. A distribuição da doença nesse período evidenciou um comportamento epidêmico em 2004, 2005, 2010 e 2011. Em 2005, fortes chuvas provocaram enchentes em 25 cidades do Agreste, Zona da Mata e Litoral pernambucano.
 
Entre as Regionais de Saúde (Geres), observa-se predominância de ocorrência da doença na I Geres, com uma taxa de incidência média de 4,9/100.000 habitantes entre 2009 a 2013, variando de 4,7 e 8,1/100.000 habitantes em 2009 e 2011, respectivamente.
 
Quanto aos óbitos em Pernambuco, nos anos 2009 a 2013 houve um decréscimo, porém com discreto aumento em 2011. Essa diminuição pode estar relacionada ao investimento no setor de abastecimento de água e saneamento básico, além de uma melhoria no sistema de atendimento, identificação precoce da doença e tratamento adequado dos casos.
 
Vigilância e Controle da Leptospirose
Coordenação: Francisco Duarte
Técnica: Raylene Medeiros
Fone: (81) 3184.0221

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