A difteria é uma doença toxi-infecciosa, imunoprevenível, de transmissão respiratória e de notificação compulsória. A transmissão ocorre pelo contato direto de indivíduos suscetíveis com os doentes ou os portadores assintomáticos respiratórios ou cutâneos. O portador assintomático, principal reservatório do bacilo da difteria, é um dos principais responsáveis pela disseminação do patógeno na comunidade por um período de seis meses ou mais.
 
Apesar da intensificação das ações de vacinação, a difteria permanece ocorrendo em diversos países do mundo de forma endêmica e epidêmica, incluindo o Brasil. Entretanto, têm sido observadas mudanças no perfil clínico-epidemiológico da doença, tais como ausência de pseudomembrana e mudança de faixa etária. Quadro atípico de infecção causado pelo bacilo da difteria, relacionados inclusive com cepas não produtoras de toxina, tem sido cada vez mais frequentes, incluindo endocardites, bacteremias, pneumonias e osteomilelites responsáveis por elevados índices de mortalidade
 
Em 2012 o Ministério da Saúde enfatizou a importância da Nota Técnica (Informe sobre a difteria no Brasil – Alerta sobre o cenário atual) elaborada em 2010, que recomenda notificar imediatamente todos os casos (suspeitos e confirmados), com comprovação ou não do esquema vacinal, para as autoridades de saúde dos respectivos níveis hierárquicos. Recomenda ainda que em caso de difteria confirmada pela espécie Corynebacterium ulcerans, devem ser adotadas as mesmas medidas.
 
A incidência da difteria é mais comum em localidades com baixa cobertura vacinal. A doença pode ocorrer em qualquer período do ano, independente de idade, raça, sexo, condições socioeconômicas e demográficas, sendo mais frequente em pessoas que não estejam adequadamente vacinadas. Ressalta-se que a vacina não confere imunidade permanente, sendo necessário esquema básico de vacinação e reforço vacinal a cada 10 anos.
 
Na primeira metade da década de 1980, Pernambuco apresentou um número elevado de casos da difteria, apresentando tendência decrescente a partir de então, com maior decréscimo na década de 1990. No período entre 2004 e setembro de 2012, ocorreu um caso de difteria (2007) em uma criança com esquema vacinal incompleto.
 
Vigilância Epidemiológica da Difteria
Coordenação: Ana Antunes
Técnica: Alice Rodovalho
Fone: (81) 3184.0224
Fax: (81) 3184.0193

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