É uma doença exantemática aguda, de etiologia viral, que apresenta alta contagiosidade, acometendo principalmente crianças. Doença de curso benigno, sua importância epidemiológica está relacionada com a síndrome da rubéola congênita (SRC), quando a infecção ocorre durante a gestação, levando ao risco de abortos, natimortos e malformações congênitas como cardiopatias, catarata e surdez.
 
Desde 2009 não há casos confirmados de rubéola no Brasil, entretanto, a notificação de todos os casos suspeitos existe para possibilitar a detecção precoce do vírus em determinado tempo e lugar (em caso de reintrodução), identificar população de risco e proteger a população em geral. Portanto, é necessário informar imediatamente todo paciente que apresente febre e exantema máculo-papular, acompanhada de linfoadenopatia retroauricular, occipital e cervical, independente da idade e situação vacinal.
 
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) coordena a vigilância da rubéola em Pernambuco, acompanhando as ações de vigilâncias realizadas pelas Secretarias Municipais de Saúde (SMS); capacitando os profissionais das regionais, SMS e serviços de saúde, além da produção e divulgação de informes técnicos. Participam também dessa vigilância os laboratórios e equipes do Programa de Imunização, dos diversos níveis do Sistema, além das Equipes de Saúde da Família (ESF) e das unidades de ensino.
 
As atividades frente a um caso suspeito, que devem ser notificados de imediato, são relatadas a seguir:
 
- Realizar a investigação do caso em até 48 horas identificando contatos e história de viagem ou eventos em massa;
- Orientar isolamento do paciente;
- Realizar coleta de amostra de sangue para confirmação diagnóstica;
- Verificar se os casos estão sendo atendidos de forma adequada nas unidades básicas de saúde, bem como se há orientação disponível sobre procedimentos, principalmente relacionados ao cuidado com as gestantes;
- Acompanhar as gestantes que tiveram contato com casos suspeitos de rubéola e aquelas vacinadas inadvertidamente;
- A principal medida de controle da rubéola é feita através da vacinação dos susceptíveis, que inclui: vacinação da rotina da rede básica de saúde, bloqueio vacinal (vacinação dos contatos com o caso suspeito), intensificação e/ou campanhas de vacinação.
- A análise das informações, juntamente com a cobertura vacinal, permite a avaliação das estratégias de vacinação adotadas e orientam novas medidas, como a intensificação da vacinação em locais de baixa cobertura.
 
Vigilância Epidemiológica da Rubéola
Coordenação: Ana Antunes
Técnica: Jucilda Leal
Fone: (81) 3184.0225

Aplicativos

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