O sarampo é uma doença aguda infecciosa causada por vírus cuja transmissão ocorre por secreções respiratórias. Os sintomas são manchas róseas na pele, febre acompanhadas de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite. As complicações mais comuns são pneumonia, otite, doenças diarréicas e neurológicas. A doença apresenta-se mais severa em populações carentes, desnutridos, imunodeprimidos ou com tratamento de imunossupressão.
 
Por ainda existir de forma endêmica e/ou epidêmica em vários países, casos de sarampo importado ainda são registrados. Por esse motivo é importante a manutenção da sensibilidade e especificidade atual do sistema de vigilância epidemiológica desta doença, com vistas à detecção oportuna de casos importados e a adoção imediata de todas as medidas de controle pertinentes ao caso.
 
O papel da vigilância epidemiológica do sarampo é consolidar a erradicação do mesmo através de uma vigilância sensível, ativa e oportuna, permitindo a identificação e notificação imediata de todo e qualquer caso suspeito na população, para a adoção das medidas de prevenção e controle pertinentes, bem como monitorar as demais condições de risco. É considerado caso suspeito de sarampo: Todo paciente que, independente da idade e situação vacinal, apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse, coriza e conjuntivite.
 
A SES coordena as ações, que são realizadas pela equipe de vigilância em parceria com laboratórios e Programa de Imunização (PNI) dos diversos níveis, Equipe de Saúde da Família (ESF), além de unidades de ensino.  A vigilância dos casos suspeitos é implementada através da capacitação e treinamento dos profissionais das regionais, municípios e serviços de saúde.
 
As atividades frente a um caso suspeito são descritas a seguir:
 
- Realizar a investigação do caso em até 48 horas, identificando contatos e história de viagem ou eventos em massa;
- Orientar isolamento do paciente;
- Realizar coleta de amostra de sangue para confirmação diagnóstica e de secreção de nasofaringe e urina para identificação viral;
- Verificar se os casos estão sendo atendidos de forma adequada nas unidades básicas de saúde, bem como se há orientação disponível sobre procedimentos.
 
A principal medida de controle do sarampo é feita através da vacinação dos susceptíveis, que inclui: vacinação da rotina da rede básica de saúde, bloqueio vacinal (vacinação dos contatos com o caso suspeito), intensificação e/ou campanhas de vacinação. Também é responsabilidade da vigilância epidemiológica, esclarecer a população, principalmente da área de educação, sobre a doença e a importância de vacinação, sobretudo dos viajantes.
 
A análise das informações, juntamente com a cobertura vacinal, permite a avaliação das estratégias de vacinação adotadas e orienta o planejamento de novas medidas, como a intensificação da vacinação em locais de baixa cobertura.
 
Vigilância Epidemiológica do Sarampo
Coordenação: Ana Antunes
Técnica: Jucilda Leal
Fones: (81) 3184.0225

Aplicativos

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