Algumas doenças que afetam os animais também podem colocar em risco a saúde humana. Leishmaniose, Peste e Raiva, enfermidades que atingem cães e gatos e podem contaminar pessoas, são os principais agravos sob a vigilância da Coordenação de Zoonoses. A pasta desenvolve ações de vigilância epidemiológica, vigilância ambiental – com controle de reservatórios e vetores -, e educação em saúde.
Leishmaniose: O controle de leishmaniose em Pernambuco envolve ações de monitoramento e acompanhamento de casos humanos e da coleta sorológica para diagnóstico de cães, o inquérito canino. A coordenação também trabalha com a vigilância entomológica dos flebotomíneos, insetos que transmitem a doença.
Um avanço para o controle da doença foi a descentralização da realização de exames no Estado. O teste rápido permite que o diagnóstico da leishmaniose, antes feito apenas no Recife, seja realizado em cidades do Sertão e em Caruaru. Esse importante passo é fruto de uma parceria com o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen/PE).
Peste: Desde a década de 1970, Pernambuco não registra casos de peste. Por isso, as ações de controle da doença são concentradas no monitoramento da sorologia de cães e gatos para verificar se há circulação da doença no Estado. Também é feita coleta de roedores, animais que também podem representar risco de contaminação pela peste.
Raiva: Pernambuco está em fase avançada de controle da doença. A Região Metropolitana do Recife não registra casos de raiva canina há cinco anos. A campanha de vacinação contra cães e gatos é feita uma vez por ano, geralmente entre os meses de setembro e outubro. O Estado utiliza a vacina de cultivo celular, que possui alto poder imunogênico e é usada no mundo inteiro.
A região ganhou destaque mundial com o caso do adolescente Marciano Menezes, morador do município de Floresta, no Sertão, segundo relato de cura da doença do mundo e primeiro do Brasil. Ao ser contaminado pelo vírus da doença após uma mordida de morcego, Marciano não recebeu o tratamento correto e desenvolveu a doença. Trazido para o Recife, foi internado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), onde foi submetido ao tratamento elaborado pelo médico norte-americano Rodney Willoughby.
Coordenação: Francisco Duarte
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