O que é: 

 

A leishmaniose visceral (LV) era, primariamente, uma zoonose caracterizada como doença de caráter eminentemente rural. Mais recentemente, vem se expandindo para áreas urbanas de médio e grande portes e se tornou crescente problema de saúde pública no país e em outras áreas do continente americano, sendo uma endemia em franca expansão geográfica. É conhecida popularmente por calazar, esplenomegalia tropical, febre dundun, dentre outras denominações menos conhecidas.

 

No Brasil, a forma de transmissão é através da picada dos flebotomíneos vetores Lutzomyia longipalpis ou L. cruzi, infectados pelo protozoário Leishmania chagasi. A transmissão ocorre enquanto houver o parasitismo na pele ou no sangue periférico do hospedeiro. Na área urbana, o cão (Canis familiaris) é a principal fonte de infecção. A enzootia canina tem precedido a ocorrência de casos humanos. No ambiente silvestre, os reservatórios são as raposas (Dusicyon vetulus e Cerdocyon thous) e os marsupiais (Didelphis albiventris).

A atividade dos flebotomíneos é crepuscular e noturna. No intra e peridomicílio, a L. longipalpis é encontrada, principalmente, próxima a uma fonte de alimento. Durante o dia, esses insetos ficam em repouso, em lugares sombreados e úmidos, protegidos do vento e de predadores naturais. 

 

Sintomatologia

A LV caracteriza-se como uma doença crônica, sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia e anemia, dentre outras manifestações. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos.

 

Medidas de Prevenção


As medidas preventivas visam à redução do contato homem-vetor, podendo ser realizadas medidas de proteção individual, dirigidas ao vetor e à população canina, tais como:

 
-Uso de mosquiteiros com malha fina;
-Telagem de portas e janelas;
-Uso de repelentes;
-Manejo ambiental, através da limpeza de quintais, terrenos e praças;
-Eliminação de fontes de umidade;
-Não permanência de animais domésticos dentro de casa
-Eliminação e destino adequado de resíduos sólidos orgânicos, entre outras medidas de higiene e conservação ambiental que evitam a proliferação do inseto vetor.