O Hospital Agamenon Magalhães (HAM) comemorou, nesta quinta (9/12), o primeiro ano de funcionamento do Programa de Implante Coclear, recomendado para quem tem perda severa ou profunda da audição em ambos os ouvidos. Até agora, 21 pacientes já foram beneficiados. Entre eles, Cirleide da Conceição, 59 anos, que perdeu a audição há seis anos, por causa de uma meningite. “Fiz o implante em setembro e foi tudo bem sucedido. Se soubesse que era assim, teria feito antes”, desabafou.
 
Segundo a chefe do setor de otorrinolaringologia do HAM, Mariana Leal, o paciente é acompanhado por uma equipe multidisciplinar, que analisa se o implante coclear é o procedimento mais recomendado para o caso. “Implantamos na cóclea um dispositivo eletrônico que irá estimular o nervo auditivo”, contou. Após um mês da operação, o paciente começa a usar um aparelho externo, que será programado para que a estimulação elétrica realmente ocorra. “Quanto menor o tempo de perda auditiva, mais eficaz o implante”, ressaltou.
 
Durante comemoração, no auditório do hospital, os pacientes e familiares receberam informações sobre o implante e tiveram alguns mitos desvendados. “A rejeição é algo muito difícil. Outra dúvida recorrente é se a operação pode causar paralisia facial. Isso é possível, por causa da localização do eletrodo pero do nervo da face, mas também pouco recorrente. Se acontecer, podemos reverter o quadro com tratamento”, disse a otorrinolaringologista Patrícia Santos.
 
Referência no tratamento auditivo, o HAM adquire o aparelho do implante coclear pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao custo de R$ 40 mil. Por isso, pede-se ao paciente que não exponha o aparelho à umidade e que a bateria seja sempre recarregada. Bem utilizado, o dispositivo pode durar mais de dez anos.