A partir deste ano, toda a população adulta entre 20 e 24 anos também será contemplada com a vacina contra a hepatite B, de acordo com o Ministério da Saúde (MS). Até o ano passado, a imunização era voltada para todas as crianças e jovens de 0 a 19 anos e apenas os adultos a partir de 20 anos inseridos nos grupos de riscos (veja lista abaixo).

“A vacina está disponível durante todo o ano nos postos de saúde da rede pública”, afirma a coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PNI) da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina Melo. A coordenadora ainda reforça que é preciso estar atento para não se esquecer de tomar todas as doses da vacina. “A segunda dose é dada um mês após a primeira. A terceira ocorre depois de seis meses da primeira vacinação”, ratifica.

A contaminação da hepatite B, que provoca inflamação no fígado, ocorre, principalmente, nas relações sexuais sem preservativos e ao compartilhar seringas, agulhas e outros instrumentos entre usuários de drogas. A doença ainda pode ser transmitida por transfusão de sangue, algo que se tornou raro após o rigoroso controle e testagens das amostras pelos bancos de sangue.

Entre os sintomas mais comuns da doença, cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Os sinais costumam surgir seis meses após a infecção. Já o desenvolvimento da doença pode ocasionar a forma aguda, de curta duração, ou a crônica, quando a duração é maior do que seis meses. Após o resultado positivo, o tratamento é feito com a utilização de medicamentos, dieta de fácil digestão e corte no consumo de bebidas alcoólicas.

CALENDÁRIO – Ana Catarina ainda lembra que o calendário vacinal do adulto indica as doses da dupla tipo adulto (dT), contra difteria e tétano; febre amarela e tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola. “Durante este período de férias, é preciso ficar atento às áreas endêmicas da febre amarela e tomar a vacina com dez dias de antecedência da viagem. Também tivemos um surto de sarampo no ano passado, na Paraíba, mostrando que é preciso manter o Estado livre da doença”, pontua a coordenadora. A dose contra o tétano também é essencial, já que os casos acidentais, provocados por cortes com materiais metálicos e enferrujados, ainda são freqüentes.

Grupo de risco para vacinação contra a hepatite B: gestantes, após o primeiro trimestre de gestação; trabalhadores da saúde; bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários; caminhoneiros, carcereiros de delegacia e de penitenciárias; coletores de lixo hospitalar e domiciliar; agentes funerários, comunicantes sexuais de pessoas portadoras de VHB; doadores de sangue; homens e mulheres que mantêm relações sexuais com pessoas do mesmo sexo (HSH e MSM); lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, (LGBT); pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, dentre outras); manicures, pedicures e podólogos; populações de assentamentos e acampamentos; potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundido; profissionais do sexo/prostitutas; usuários de drogas injetáveis, inaláveis e pipadas; portadores de DST.