A reformulação que vem sendo realizada no Programa de Gastroplastia do Hospital Agamenon Magalhães (HAM) promete tornar mais curta a espera de quem necessita de cirurgia bariátrica. Com um grupo multidisciplinar formado exclusivamente para tratar a obesidade mórbida, o serviço fez o número de procedimentos passar de apenas 12, em 2014, para 38 em 2015.

“A cirurgia bariátrica busca a saúde. Ela tem forte impacto sobre a diabetes, a hipertensão e reduz os riscos de infarto e AVC. Ou seja, melhora radicalmente a qualidade de vida do paciente”, explica o chefe da cirurgia geral do HAM, Sérvio Fidney.

Segundo ele, alguns fatores foram determinantes para o aumento da produção no Programa. “Conseguimos otimizar a utilização dos leitos de UTI e tivemos reforço importante no bloco cirúrgico, com a recuperação de uma mesa de operação que já existia no hospital e a compra de outra nova”, diz. De acordo com o cirurgião, a meta é realizar 80 cirurgias por ano no Hospital Agamenon Magalhães.

Além de três cirurgiões, a equipe do Programa de Gastroplastia do HAM conta ainda com nutricionista, psicólogo, assistente social e, agora, está incorporando um médico endocrinologista e outro cardiologista. “Esse tipo de paciente quase sempre tem uma série de complicações e precisa de um olhar diferenciado, de um acompanhamento multidisciplinar”, afirma Sérvio.

O serviço de anestesia da unidade também tem sido fundamental para o crescimento no número desses procedimentos na unidade. “A implantação do consultório de avaliação pré-anestésica do paciente candidato a cirurgia bariátrica foi fundamental para melhor avaliação do risco e indicação rotineira ou não de UTI no pós-operatório”, ressaltou a diretora do HAM, Cláudia Miranda.

A obesidade mórbida é uma doença crônica de difícil tratamento e tem se tornado importante problema de saúde pública, afetando atualmente cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. No Recife, além do Agamenon Magalhães o procedimento é oferecido no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc).

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