A Secretaria Estadual de Saúde (SES) inaugura, nesta quinta-feira (30/12), às 15h, uma unidade do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) em Caruaru. O órgão, primeiro do interior do Estado, funcionará junto com o Instituto de Medicina Legal (IML), vinculado à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), em um edifício construído no terreno do Hospital Regional do Agreste e atenderá a população de 80 municípios da macrorregional Caruaru. A inauguração contará com a presença do secretário estadual de Saúde, Frederico Amancio.

Atualmente, só existe SVO no Recife, com uma demanda média de 30 necrópsias por dia, feita em corpos trazidos de todos os municípios do Estado. “Como o SVO só faz laudos com autorização e presença da família, possibilitaremos que os familiares dos habitantes de toda a macrorregional de Caruaru possam obter o laudo mais perto de casa, de forma mais rápida. Além disso, reduziremos os óbitos sem causa definida na região, conhecendo com maior precisão as doenças e agravos que levam a população local a falecer”, explica Bárbara Araújo, gestora da rede de SVO do Estado.

Em 2009, 11,3% dos óbitos da macrorregional não tiveram causa definida, um total de 1846 óbitos. Além de Caruaru, a expectativa é de que, em 2011, a macrorregional Petrolina também passe a contar com uma unidade. Em seu quadro, o SVO contará com 5 médicos patologistas, 5 auxiliares de necropsia, 5 assistentes sociais e 2 auxiliares administrativos.

O serviço funcionará de segunda a sexta, das 7h às 19h. Nos plantões de fim de semana, os encaminhamentos poderão ser feitos à unidade do Recife, localizada na Cidade Universitária. A estrutura novo prédio contará com recepção, sala de serviço social, laboratório, sala de necropsia e equipamentos como microscópios, raio-x, câmera fotográfica e câmara fria. Cerca de R$ 556 mil foram investidos na construção do espaço, fora o valor dos equipamentos.

ESTRUTURA - Uma novidade é que o SVO funcionará integrado ao IML, que antes ocupava um espaço nas dependências do Hospital Regional do Agreste. “Isso facilita a vida dos familiares ainda mais, porque, se for o caso de morte por violência e causas externas, o IML faz a perícia tanatoscópica; caso tenha sido um óbito por causas naturais ou por doenças de interesse para a saúde pública, como meningite, leptospirose, tuberculose e denguen, o corpo está no mesmo local onde estão os profissionais indicados”, acrescenta Bárbara Araújo.