A Secretaria Estadual de Saúde (SES) recebeu a notificação de mais 17 casos de Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) em hospitais pernambucanos. O dado é referente ao último levantamento do mês de novembro. Com isso, sobe para 27 o número de casos da bactéria registrados no Estado.

Apesar do aumento nos registros da KPC, o gerente-geral da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), Jaime Brito, ressalta que a situação da bactéria em Pernambuco está sob controle. “Cada hospital detectou um ou dois casos, no máximo, da KPC. Isso mostra que está ocorrendo a detecção e o controle de imediato. Todas as unidades estão adotando as medidas necessárias para a prevenção, diagnóstico e tratamento dos casos existentes. Por isso, podemos afirmar que a população não deve se alarmar”, diz Brito.

Ainda de acordo com o gerente da Apevisa, o aumento no número de casos nas duas últimas semanas se deve ao treinamento realizado com todos os laboratórios de microbiologia dos hospitais públicos e privados de Pernambuco. “Eles intensificaram as análises de vigilância com o objetivo de detectar as bactérias resistentes a antibióticos em pacientes com fatores de risco”, observa.

A Apevisa também já iniciou inspeções nos hospitais para verificar o cumprimento dos protocolos de prevenção e controle para bactérias multi-resistentes.

CASOS - Os pacientes – 10 mulheres e 17 homens – são provenientes de UTIs de nove hospitais privados e seis hospitais públicos. Desse total, 26 passaram por UTI e 1 pela emergência, tendo histórico de internações anteriores. Uma pessoa faleceu e outra teve alta hospitalar. Entre os 25 que continuam internados, 3 receberam alta da UTI e estão em quartos isolados. Os outros 22 apresentam quadro estável.

Resumo dos casos de KPC em PE

- 27 pacientes colonizados ou infectados;
- 17 casos em hospitais privados e 10 em unidades públicas;
- 1 paciente faleceu e outro teve alta;
- Dos 25 internados, 3 receberam alta da UTI e estão em quartos isolados. Os demais estão com o quadro estável;
- 15 hospitais do Estado já notificaram a bactéria.

Orientações aos hospitais e profissionais

- Higienização das mãos, especialmente antes e após contato com os pacientes;
- Isolamento do paciente, conforme normas da Anvisa;
- Destinação de uma equipe exclusiva de profissionais para o paciente;
- Destinação de materiais e utensílios exclusivos para o paciente;
- Desinfecção terminal periódica do ambiente hospitalar;
- Realização periódica de exames no paciente infectado;
- Realização de exames em pacientes que se encontram na mesma UTI;
- Notificação de casos suspeitos ou confirmados à Coordenação Estadual de Controle da Infecção em Serviços de Saúde;

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