Reforçar a vigilância e o isolamento dos casos suspeitos de infecção pela bactéria multirresistente KPC, esse foi o tema principal abordado, hoje (06/01), durante o evento realizado na Secretaria Estadual de Saúde (SES). Um total de 67 profissionais de hospitais públicos e privados teve a oportunidade de tirar dúvidas e se atualizar quanto às medidas para o controle dessa infecção.

“Primeiro é preciso tranquilizar a população para que não exista medo de visitar amigos e parentes, porque basta higienizar as mãos, ao entrar e ao sair da unidade, para evitar a disseminação dessa bactéria”, orienta a coordenadora Estadual de Controle de Infecção Hospitalar, Marilane Barros. Os hospitais possibilitam que os visitantes possam limpar as mãos, seja com água e sabão ou com álcool em gel.

Os casos suspeitos deverão ser comunicados à Coordenação Estadual de Controle de Infecção, por meio da Ficha de Notificação de Microrganismos Multirresistentes. E as cepas (amostras das bactérias) devem ser enviadas ao Laboratório Central (Lacen) para realização do teste de biologia molecular. Esse exame complementar é usado para confirmar os casos positivos identificados pelos hospitais.

NOVOS CASOS - Neste ano de 2011, mais três casos foram notificados, elevando o número total para 61. Mas, desde 22 de outubro do ano passado (2010), quando o primeiro paciente infectado foi identificado, apenas nove foram confirmados pelo exame de biologia molecular.

“Mas os casos suspeitos devem ser isolados e esses leitos identificados com placas, mesmo antes dos resultados finais desse exame, como medida de precaução para evitar o contágio. A vigilância constante por parte dos hospitais é essencial para impedir que outros pacientes sejam infectados”, frisa Barros, que lembra ainda que a bactéria não inviabiliza a transferência do doente para outro hospital, contanto que sejam respeitadas as normas de isolamento.

INCIDÊNCIA - A maior parte desses pacientes é proveniente da rede privada. “A incidência também é maior entre aqueles que tratam doenças crônicas: cerebrovasculares (19%), respiratórias (17%) e das vias urinárias (13%). Elas deixam as pessoas debilitadas e internadas por um maior tempo no hospital, utilizando sondas ou cateteres”, explica a diretora geral de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da SES, Roselene Hans. A faixa etária acima dos 40 anos é a de maior prevalência, representando quase 60% dos casos; geralmente pacientes de clinica medica (43%) e UTI (35%), e mais de 50% desses são do sexo masculino.

Dados dos casos de KPC em PE
- 61 casos notificados, sendo 9 confirmados
- 12 pacientes faleceram e 14 tiveram alta; 35 continuam internados
- 44 casos em hospitais privados e 17 em unidades públicas;

Orientações aos hospitais e profissionais
- Higienização das mãos, especialmente antes e após contato com os pacientes;
- Isolamento do paciente, conforme normas da Anvisa;
- Destinação de uma equipe exclusiva de profissionais para o paciente;
- Destinação de materiais e utensílios exclusivos para o paciente;
- Desinfecção terminal periódica do ambiente hospitalar;
- Realização periódica de exames no paciente infectado;
- Realização de exames em pacientes que se encontram na mesma UTI;
- Notificação de casos suspeitos ou confirmados à Coordenação Estadual de Controle da Infecção em Serviços de Saúde;