Assunto foi discutido no Grupo de Acompanhantes
Para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado na última segunda-feira, dia 24 de março, e para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, a equipe de Enfermagem do Hospital Miguel Arraes (HMA) realizou uma palestra para os acompanhantes de pacientes internados na unidade. O objetivo foi tirar dúvidas sobre a tuberculose, que ainda é um grande desafio da saúde pública. A cada ano, a doença atinge cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo, resultando em mais de um milhão de mortes. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 80 mil novos casos são notificados anualmente, com pelo menos 5,5 mil vidas perdidas.
A conversa foi conduzida pela coordenadora do Psicossocial, Roberta Amorim; pela gerente de Enfermagem, Jeisiane Araújo; e pela assistente social Fabíola Pimentel, que esclareceram sobre sintomas, transmissão, prevenção e tratamento da doença. A atividade é parte do cronograma do Grupo de Acompanhantes da unidade, que visa discutir temas atuais, ligados à saúde e a direitos sociais.
A tuberculose é a principal causa de morte infecciosa no planeta, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Koch), e que afeta principalmente os pulmões. De acordo com a pneumologista Carolina Caribé, da equipe de Medicina Diagnóstica do HMA, algumas pessoas têm maior risco de contrair a doença, como pacientes com Covid-19, Aids, diabetes, insuficiência renal crônica, além de idosos, alcoólatras, dependentes químicos e fumantes. “A transmissão da tuberculose acontece por via respiratória, direta, de pessoa para pessoa. O doente lança pequenas gotas de saliva ao falar, espirrar ou tossir, e essas gotículas são aspiradas por outra pessoa”, explica.
O diagnóstico da tuberculose, entretanto, pode ser dificultado em razão desses sintomas, que podem ser facilmente confundidos com os de outras doenças, como a gripe, por exemplo. A orientação, então, é investigar casos em que o paciente apresente sintomas como tosse seca ou com secreção por mais de três semanas, febre baixa ao final do dia, rouquidão e cansaço constante, e perda de apetite e emagrecimento sem explicação.
A melhor forma de prevenção é a vacinação. A BCG, aplicada ainda na infância, protege contra as formas mais graves da doença. Além disso, identificar e tratar a tuberculose o quanto antes é essencial para evitar sua transmissão. A boa notícia é que a doença tem cura. Após 15 dias de tratamento, uma pessoa já deixa de transmitir a tuberculose. No entanto, o tratamento deve ser seguido por pelo menos seis meses, sem interrupções, para garantir a eliminação completa da bactéria.