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Maio Bordô: Hospital Pelópidas Silveira chama atenção para risco de automedicação em quadros de dor de cabeça

Hospital Pelópidas Silveira

Segundo estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS – 2021), as cefaleias, ou dores de cabeça, afetam aproximadamente 40% da população mundial, ou seja, mais de 3 bilhões de pessoas. De acordo com o órgão, esse problema de saúde está entre as três condições neurológicas mais frequentes na maioria das faixas etárias.

Para chamar a atenção para esse quadro, na próxima segunda-feira (19/5) ocorre o Dia Nacional de Combate às Cefaleias, que também tem no “Maio Bordô” seu mês de conscientização. O Hospital Pelópidas Silveira (HPS), referência em neurologia na rede estadual, adere às campanhas e reforça a importância do tratamento adequado e dos perigos da automedicação.

Segundo o neurologista Eduardo Aquino, chefe da emergência neurológica do HPS e especialista em cefaleias, a enxaqueca é o principal tipo de dor de cabeça. Crônica e geneticamente determinada, é caracterizada por atrasos na cabeça, podendo ocorrer em um ou nos dois lados; intolerância à luz, barulho, clareza e cheiro; náuseas e vômitos. O profissional reforça que há tratamentos profiláticos específicos para evitar a frequência e a intensidade.

“A enxaqueca é uma dor de cabeça que precisa de um tratamento preventivo e adequado para que o paciente possa passar grandes períodos sem tê-la. O excesso de medicamentos, contudo, pode trazer sérios problemas, como a cronificação da dor, ou seja, ela passa a ocorrer todos os dias e não responde aos analgésicos comuns que tomamos em casa, se tornando uma dor de cabeça mais difícil de ser resolvida”, pontua.

Aquino reforça que, nas crises, além de analgésicos e anti-inflamatórios, há uma classe de medicamentos específicos (triptanos) para tratar os casos. Também há procedimentos, como bloqueio de nervos, por meio da aplicação injetável de anestésicos, e aplicação de toxina botulínica (botox) em pontos da cabeça e do pescoço.

“É importante que um especialista avalie o caso para que o tratamento adequado seja prescrito e dada qualidade de vida ao paciente”, reforça o chefe da emergência do Hospital Pelópidas Silveira.

Risco de automedicação: O neurologista Eduardo Aquino afirma que, além da cronificação da dor, o uso de medicamentos por conta própria pode mascarar outros problemas de saúde. A automedicação pode impedir o diagnóstico correto de outras doenças graves, como, por exemplo, tumores e hemorragias graves, infecções do sistema central, como meningite, ou quadros de arboviroses, quando a dor de cabeça é acompanhada por febre.

O especialista destaca os episódios nos quais é importante procurar um serviço de saúde imediato: dor de cabeça súbita e intensa, podendo ser descrito como o pior episódio que o indivíduo já teve; se ocorrer após algum trauma; se for combinada com febre, perda de consciência, dor na nuca, convulsão; ou se persistir por um período prolongado.

Tipos de dores de cabeça: As cefaleias são divididas em dois tipos: primárias e secundárias. A enxaqueca se enquadra entre as primárias, que também possui o tipo tensional, descrito por uma dor bilateral de moderada a grave, descrita como uma pressão ou abertura ao redor da cabeça e normalmente sem apresentar náusea ou vômito. Há, ainda, a cefaleia em salvas, caracterizada, normalmente, por dor ao redor dos olhos.

Já as cefaleias secundárias são decorrentes de outras condições clínicas, como infecções, traumas, distúrbios vasculares. Pode ser provocada por quadros de sinusite, por causa de hipertensão, pós-traumas, meningite.

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