Na tarde da quarta-feira (09/07), a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), através da Diretoria Geral de Atenção Primária (DEGAP/SES), vai realizar o Webinário: Manejo Clínico dos Vírus Respiratórios na Infância. A transmissão será no canal do Youtube da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE).
O objetivo da aula é qualificar os profissionais da Atenção Primária à Saúde (médicos e enfermeiros) no manejo clínico dos vírus respiratórios que acometem crianças, fortalecendo a resposta assistencial nos períodos de maior incidência dessas doenças.
A aula será ministrada pela médica pediatra e neonatologista UTI pediátrica SRAG IMIP, Ozanil Cursino, pela gerente de Redes de Atenção à Saúdes da SES-PE, Iris Silva, e pela diretora geral de Atenção Primária de Pernambuco, Rafaela Niels, que falou sobre as ações da SES-PE nesse período de sazonalidade. “A importância do manejo clínico adequado dos vírus respiratórios na infância é essencial para evitar os principais desafios ocasionados por eles. As infecções por vírus respiratórios são das principais causas de morbidade e mortalidade em crianças, sobretudo nos primeiros anos de vida. Em Pernambuco, há um impacto significativo do vírus sincicial respiratório, influenza e outros na saúde da população infantil. Levando isso em conta, montamos uma série de ações de contingência que fazem parte do plano de sazonalidade de doenças respiratórias do estado, para criar pilares sustentáveis de atendimento desde os primeiros níveis de atenção até as internações”, disse Rafaela.
“A integração entre atenção primária e demais níveis de atenção à saúde vem determinando o sucesso de muitas ações no combate ao adoecimento, morbidade e mortalidade em Pernambuco. A rede segue comprometida num processo coeso e integrado, evitando encaminhamentos inadequados e sobrecarga nos serviços de saúde. Por isso a atenção primária é tão importante. Convidamos todos os profissionais de saúde a se engajarem ativamente no processo de qualificação, que é o primeiro passo para um atendimento mais eficiente e resolutivo”, completou.
A sazonalidade dos vírus respiratórios se refere ao padrão recorrente e previsível de aumento ou diminuição da incidência de infecções virais ao longo do ano, em determinadas regiões. O fenômeno está ligado às variações climáticas, como temperatura, umidade e estações do ano, que afetam tanto a transmissão dos vírus quanto a vulnerabilidade das populações. Em Pernambuco, no ano de 2025, foram notificados, até esse começo de julho, 4.141 casos de Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e 142 óbitos, sendo na semana epidemiológica (SE) 23, o pico das notificações no estado, com 278 registros.
Crianças de 0-9 anos representam um importante público na análise dos casos, com 2.947 notificações (71,2%). Para prevenir, é importante ressaltar a orientação a pais e cuidadores sobre os sinais de alerta para buscar o atendimento hospitalar:
Em crianças e bebês- Respiração acelerada ou com esforço: Você pode notar que o bebê respira mais rápido que o normal, ou que as costelas e o abdômen se movem de forma mais acentuada.
Batimento das asas do nariz: As narinas se abrem e fecham visivelmente durante a respiração, indicando esforço.
Chiado no peito ou gemência ao respirar: Sons anormais durante a respiração.
Retração do tórax ou do pescoço: A pele entre as costelas ou acima da clavícula afunda a cada inspiração.
Dificuldade para mamar ou se alimentar: A criança pode ficar muito cansada ou com dificuldade para respirar e, por isso, não consegue se alimentar.
Irritabilidade excessiva ou apatia: Mudança no comportamento habitual, a criança pode estar muito irritada ou, ao contrário, muito quieta e sem energia.
Desidratação: Boca seca, choro sem lágrimas, diminuição do volume de urina.
Se você ou alguém que você conhece apresentar qualquer um desses sinais de alerta, especialmente a dificuldade para respirar, procure atendimento médico imediatamente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou pronto-socorro. Não espere a situação piorar. A identificação e o tratamento precoces são essenciais para um melhor prognóstico.
Vale ressaltar que a vacinação contra influenza e COVID-19, e as medidas de higiene, como lavagem das mãos e etiqueta respiratória, são as melhores formas de prevenir a SRAG e suas complicações.