A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) lança Manual de Tratamento para HIV/Aids no Sistema Prisional do Estado de Pernambuco, com o objetivo de ampliar e qualificar a assistência à saúde prisional das pessoas que vivem com HIV/Aids, orientando profissionais de saúde e gestores que atuam nas unidades prisionais do Estado, combatendo os estigmas e preconceitos referentes a doença.
O documento reúne diretrizes técnicas para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA) no sistema prisional, além de orientações sobre o manejo de coinfecções, profilaxias e o tratamento de infecções oportunistas em pessoas privadas de liberdade (PPL). Produzido pela Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (SEVSAP), o manual tem como finalidade apoiar a atuação das equipes multiprofissionais de saúde, contribuindo para a redução da morbimortalidade e do sofrimento associados à doença, bem como para o enfrentamento das vulnerabilidades, do estigma e do preconceito que acometem essa população.
A iniciativa também busca fortalecer a linha de cuidado no âmbito da saúde prisional, promovendo maior integração entre os serviços e garantindo atenção contínua e qualificada às PVHA. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/aids (Unaids) propõe que a AIDS pode ser eliminada como problema de saúde pública até 2030, desde que se alcancem as metas 95/95/95 que consistem em: diagnosticar 95% das PVHA, 95% delas estejam em tratamento e 95% dessas estejam com supressão viral.
“Em conformidade com o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Ministério da Saúde (MS), nós da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco buscamos sempre a melhoria no cuidado e o combate ao estigma às pessoas que vivem com HIV/Aids, por meio da criação deste Manual de tratamento para HIV/AIDS no Sistema Prisional do estado, trazemos de forma objetiva orientações aos profissionais de saúde para o tratamento do HIV e coinfecções, profilaxias e tratamento de infecções oportunistas das Pessoas Privadas de Liberdade (PPL), uma população ainda muito vulnerável às IST”, disse o médico infectologista da SEVSAP, Lucas Caheté.