Com a chegada a Santa Maria do Cambucá, estratégia do Governo de Pernambuco ultrapassa 140 mil atendimentos e leva exames, consultas e acompanhamento para mais perto das mulheres
Marcar uma consulta, muitas vezes, significa enfrentar longas distâncias, reorganizar a rotina dos filhos e com o trabalho, e chegar cedo no local para conseguir uma ficha de atendimento. Foi justamente para aproximar esse cuidado da população feminina que as quatro unidades móveis da Carreta da Mulher Pernambucana percorrem diferentes regiões do Estado, desde maio de 2025, levando exames, consultas e procedimentos para prevenção, diagnóstico e acompanhamento dos cânceres de mama e do colo do útero.
Criada pelo Governo de Pernambuco e coordenada e executada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), a iniciativa alcançou, nesta semana, uma marca importante: com a chegada a Santa Maria do Cambucá, no Agreste, as carretas passaram a registrar atendimentos em todos os municípios pernambucanos. Desde o início da estratégia, já foram realizados 140.002 atendimentos.
Muitas mulheres aguardavam por atendimento especializado há muito tempo, e, com a Carreta esse acesso foi facilitado. “O meu nome é Dayse, tenho 37 anos, e faz dois anos que espero por uma ultrassom mamaria. Hoje eu consegui fazer através da carreta. Já fui pra o ginecologista, mostrei os resultados dos meus exames, que não tava conseguindo no posto de saúde. Agora vou para o mastologista. O trabalho é excelente e ajuda muitas mulheres a prevenir o câncer”, afirmou Dayse, atendida na Carreta da Mulher no último mês de fevereiro.
Na prática, a presença das unidades móveis significa que mulheres que antes precisavam se deslocar para centros urbanos em busca de atendimento especializado podem encontrar parte desses serviços mais perto de onde vivem. É o caso da moradora da Imbiribeira, no Recife, Ângela Fernandes, de 58 anos, que realizou exames na unidade móvel. “É muito importante poder fazer estes exames sem precisar sair de madrugada para ir para o hospital e pegar ficha. É bom a gente se cuidar e ver o que está acontecendo com a gente”, contou.
A experiência de Ângela evidencia um dos principais objetivos da estratégia: facilitar o acesso para que o cuidado aconteça no tempo certo. Isso é especialmente importante quando se trata de doenças como os cânceres de mama e do colo do útero, em que a identificação precoce de alterações pode favorecer a investigação e o início oportuno do acompanhamento.
Entre os serviços ofertados pelas carretas, a mamografia concentra o maior número de atendimentos, com 72.247 exames realizados. Também foram contabilizados 26.159 ultrassonografias das mamas, 25.016 consultas com ginecologista, 6.252 exames citopatológicos e 3.579 teleconsultas com mastologista.

A assistência não termina quando o exame é realizado. Quando é identificada alguma alteração que precisa de investigação, as unidades também ofertam procedimentos complementares, permitindo que a mulher avance nas etapas necessárias para esclarecer o diagnóstico sem perder o vínculo com a rede de saúde.
Nesse período, foram realizados 2.301 ultrassonografias de axila unilateral, 2.186 colposcopias, 1.631 biópsias de mama guiadas por ultrassonografia e 553 biópsias do colo do útero. A oferta inclui ainda 69 ultrassonografias mamárias bilaterais e nove core biópsias de gânglio linfático, procedimento minimamente invasivo.
“A presença das unidades móveis contribui para aproximar a oferta de exames e consultas da população e para fortalecer a integração entre a identificação de possíveis alterações, a investigação diagnóstica e o encaminhamento para continuidade do cuidado na rede de saúde”, destaca a diretora de Linhas de Cuidados Assistenciais da SES-PE, Ana Paula Lucena.
Quando uma alteração é identificada, a usuária pode ser acompanhada por meio da navegação em saúde, mecanismo que contribui para orientar a mulher e facilitar seu encaminhamento para as próximas etapas do cuidado. Atualmente, 378 pacientes estão sendo acompanhadas. Desse total, 241 possuem diagnóstico de câncer, sendo 17 casos de câncer do colo do útero, enquanto 120 mulheres foram encaminhadas à rede de saúde para complementação diagnóstica.
Esse acompanhamento busca evitar que a mulher fique sem orientação diante de um resultado que exige investigação. A partir da identificação da alteração, ela é direcionada para os serviços necessários, fortalecendo a conexão entre a atenção especializada e a rede de saúde.
A chegada a Santa Maria do Cambucá simboliza a abrangência territorial alcançada pela Carreta da Mulher Pernambucana. Com quatro unidades móveis em circulação, a estratégia percorre diferentes regiões do Estado e amplia a presença da rede estadual nos municípios.
“As Carretas da Mulher representam muito mais do que uma política de saúde. Representam a possibilidade de transformar vidas. Porque nenhuma política pública faz sentido se não for capaz de melhorar, de forma concreta, a vida das pessoas. É esse o propósito das ações do Governo de Pernambuco, cuidar das pessoas e transformar para melhor a vida de cada pernambucano e pernambucana”, afirma a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.
Ao levar a estrutura de atendimento para mais perto das mulheres, a Carreta da Mulher Pernambucana contribui para transformar prevenção em uma possibilidade mais concreta no dia a dia da população. São exames realizados mais perto de casa, menos deslocamentos e, principalmente, mais oportunidades para identificar precocemente alterações que precisam de cuidado.
Maria Cleonice, de Jataúba, no Agreste pernambucano, gostou tanto do atendimento que quer a presença da estrutura da Carreta da Mulher mais vezes em sua cidade. “Muito contente de ver essa beleza na minha cidade. Fiz o exame de mamografia e gostei muito da médica e de toda equipe. Uma coisa espetacular! Peço que a Carreta da Mulher venha mais vezes para atender a nossa população carente. Nós estamos muito contentes com o atendimento de toda equipe. Muito Obrigada e voltem sempre”, disse.