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Hospital Getúlio Vargas é referência no tratamento de Pé Torto no estado

Eloha Sophia e o médico do HGV

Uma das malformações mais comuns durante o período gestacional, o Pé Torto Congênito (PTC) atinge cerca de dois a cada mil bebês no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, isso significa que cerca de 7 mil crianças nascem com a condição no país a cada ano.

O tratamento é recomendado, preferencialmente, no início da vida. Apesar disso, pessoas que não tiveram a oportunidade de fazer o procedimento de forma precoce, podem realizar em outros momentos, porém, o ideal é que ocorra o quanto antes para melhores resultados.

Em Pernambuco, o Hospital Getúlio Vargas (HGV) é referência no tratamento da deformidade, através da Ortopedia Pediátrica, que faz acompanhamento de crianças de todas as idades, além de adolescentes e adultos.

O médico ortopedista responsável pelo procedimento, Júlio Lima, enfatizou que o hospital realiza o método Ponseti, que foi desenvolvido pelo Dr. Ignacio Ponseti, considerado o Padrão Ouro no tratamento da anomalia.

“A clínica de referência em Pé Torto Congênito (PTC) do HGV realiza o método Ponseti e faz parte da Ponseti Brasil e Ponseti Internacional, ligada a Universidade de Iowa (EUA). Com isso, conseguimos atender os pacientes encaminhados de outros serviços, regiões e cidades do Estado de Pernambuco. Hoje, contamos com cerca de 400 crianças em acompanhamento e mais de 70 fazendo gesso para, em seguida, realizar a cirurgia (em 95% dos casos faz-se necessário). Posteriormente, a criança fará uso de órtese até os 4 anos de idade. O acompanhamento ocorre até os 14 anos, quando o paciente recebe alta”, explicou.

O especialista destaca que durante o período de janeiro à setembro de 2024, a equipe responsável realizou a aplicação de 1.480 gessos em pacientes com PTC idiopático e neuropático.

Médico Júlio Lima e a paciente Eloah Sophia,.

Nesta última quinta-feira (20/03), Eloah Sophia, de 7 meses, realizou a cirurgia de pé torto, com método Ponseti, para correção do pé direito. Calyne Soares, mãe da criança, disse que foi primordial procurar o tratamento logo após ela ter nascido. “Ela começou a usar gesso com 6 meses e agora vamos para a cirurgia. Estou bastante nervosa”. Ela aproveitou e deixou uma mensagem de “não desistam” para outras mães que passam pela mesma situação.

Dona Edmilza, mãe de Luiz Fernando, paciente que nasceu com Pé Torto, vem de Bodocó, no Agreste Central, para o Recife, em uma viagem de cerca de 10h, para realizar o tratamento no Hospital Getúlio Vargas. “Saio de Bodocó todas as terças e só retorno na sexta-feira, depois das 12h. Graças a Deus essas mulheres (referindo-se a equipe do hospital) foram colocadas na minha vida. Eu não sei se eu me ajoelho ou se choro porque, sem elas, eu não sei o que seria de nós.”, relatou.

Texto: Renato Nascimento/SES-PE.

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