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HR celebra Campanha de Combate ao Fumo com programa para funcionários deixarem o vício

Quinze servidores do hospital participaram do grupo cujas atividades duraram quatro semanas

Um encontro com vários depoimentos e muita conquista marcou o encerramento e também início de mais uma turma do grupo de tabagismo do Hospital da Restauração (HR) Gov. Paulo Guerra, na manhã desta quinta-feira (21/08). As atividades são do Programa Pare de Fumar, em parceria entre a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE), o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA), e marcam a Campanha Nacional de Combate ao Fumo, cujo dia é celebrado em 29 de agosto. 

Caren Berenguer, técnica de enfermagem do setor de Ortopedia/Traumatologia, fumou cigarro por 32 anos e  já tinha tentado abandonar o vício outras vezes, mas foi no trabalho que encontrou ajuda. “Não sei como eu conseguia trabalhar com o cigarro, porque toda hora eu sentia necessidade de fumar. E foi aqui mesmo que encontrei a liberdade. Não é preciso somente remédio, a força de vontade é o principal medicamento. Quando você se liberta, muda tudo, até a unha, a pele, o cabelo”, conta a servidora.

Assim como ela, o também técnico de enfermagem José Roberto, que se aposentou durante o programa, aos 64 anos, não sente mais falta do cigarro de quem foi dependente por 50 anos, mas a decisão de parar de fumar está ligada à saúde. “Quero viver melhor, a partir de agora. E o grupo foi bom não só porque nos ajudou a deixar o cigarro, mas também porque a gente, que trabalha no mesmo local, se conheceu e ficou unido, um ajudando ao outro”, diz Roberto. Ele e Caren fizeram parte da última turma, que tinha 15 participantes – das quais 11 deixaram de fumar.

O Programa Pare de Fumar tem duração de quatro semanas, e os participantes contam com equipe multiprofissional formada por assistente social, auxiliares administrativos, técnicos e enfermeiros, fisioterapeutas, médicos e psicólogos. Cada um recebe uma cartilha, com as orientações gerais, e passam por avaliação geral, exames e, caso seja necessário, recebe as medicações.

“Cada pessoa que participa, me dá orgulho só em vê-la tentar. Para mim, se uma pessoa deixar de fumar já é valioso, porque sinto que meu trabalho devolve saúde para as pessoas”, afirma a coordenadora de Saúde do Trabalhador do HR, Rosineide Macedo. De acordo com ela, são vários grupos por ano e os servidores interessados devem procurar o setor para receber as orientações.

MOBILIZAÇÃO – A Campanha Nacional de Combate ao Fumo deste ano tem como tema “Cuidado Integral no Combate do Tabagismo” e o objetivo é promover o cuidado integral do usuário de produtos de tabaco e dependente de nicotina. A campanha inclui ações de prevenção e promoção da saúde, desestimulando o uso e estimulando a cessação para aqueles que já fazem uso de tais produtos.

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. Criado em 1986, a data inaugura a normatização voltada para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva.

DADOS – No Brasil, o percentual de adultos que fumam subiu de 9,3% para 11,6%,  entre 2023 e 2024, apontam dados do Ministério da Saúde. Além do cigarro tradicional, o uso de cigarros eletrônicos também preocupa as autoridades. A pesquisa indicou que 2,6% dos adultos nas capitais usaram esses dispositivos em 2024, um leve aumento em relação a 2023. De acordo com o governo, o impacto total do tabagismo no Sistema Único de Saúde (SUS) é de R$153 bilhões por ano, sendo que apenas 5% desse valor é arrecadado em impostos com a venda de cigarros. No Brasil, mais de 174 mil pessoas morrem a cada ano por doenças causadas pelo tabaco, sendo 55 mil por câncer. Já no mundo, são oito milhões de mortes anuais, segundo a Organização Mundial da Saúde.
TRATAMENTO – Para mudar essa realidade, o SUS disponibiliza tratamento gratuito para a dependência da nicotina em todo o país, voltado para a população geral. Para iniciar o tratamento, basta procurar a UBS mais próxima ou entrar em contato com a secretaria de saúde do seu município ou estado. O atendimento inclui acompanhamento profissional, orientação individual e em grupo, além da oferta de medicamentos.

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