Nesta quinta-feira (30/01), é o Dia Mundial de Conscientização sobre Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). No Brasil, mais de 20 doenças são classificadas como negligenciadas, entre elas a hanseníase, doença de Chagas, esquistossomose, leishmaniose, chikungunya, raiva, filariose linfática, tracoma e hepatites. Algumas possuem alto número de notificações, enquanto outras, como a raiva humana, apresentam raros registros, mas de grande relevância. A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) reforça o compromisso com a prevenção, o diagnóstico precoce, o tratamento dessas doenças e seu monitoramento.
Em 2024, foram registrados 1.669 casos confirmados de esquistossomose em Pernambuco, uma das principais enfermidades desse grupo. Caracterizadas por atingirem populações em situação de vulnerabilidade social, essas doenças persistem devido a fatores como saneamento básico precário, condições de habitação inadequadas e acesso limitado a serviços de saúde.
O diretor geral de Vigilância Ambiental, Eduardo Bezerra, destaca que a sensibilização da população é fundamental para o sucesso das estratégias de enfrentamento. “Como essas doenças têm determinantes sociais muito fortes, uma população sensível e conhecedora de suas condições é um passo vital para intervir nessas situações. Quando a população sabe o que causa o adoecimento, ela se torna mais apta a buscar soluções para essas vulnerabilidades. Isso não elimina ou diminui a responsabilidade das gestões, mas ajuda a que a população seja mais parceira”, afirma.
Pernambuco tem se destacado em diversas frentes no combate a essas enfermidades. Um exemplo de sucesso foi a interrupção da transmissão da filariose linfática, que teve seu último caso brasileiro registrado no estado em 2017. O reconhecimento veio com o Certificado de Quebra da Transmissão em 2024, garantindo que a doença não esteja mais circulando na região.
O estado também é referência no tratamento de algumas dessas doenças. A Casa de Chagas, vinculada ao Procape/UPE, é um centro de acolhimento e acompanhamento para pessoas afetadas pela Doença de Chagas. O Instituto Aggeu Magalhães, da Fiocruz Pernambuco, mantém um ambulatório para pacientes com sequelas da filariose linfática. Outra prioridade em nosso território é a hanseníase, que tem sido referência no diagnóstico e tratamento, garantindo assistência especializada. O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), vinculado à Universidade de Pernambuco, e o Hospital Correia Picanço, sob gestão da SES-PE, ambos especializados em atender doenças infecto-parasitárias.
A SES realiza ações diversas no combate a essas doenças. Um bom exemplo desse tipo de intervenção é o tracoma, doença ocular provocada por uma bactéria que afeta particularmente crianças em idade escolar. Por isso, a Vigilância Ambiental do estado promove mutirões de diagnóstico em escolas nos diversos municípios do estado.
Para quem apresenta sintomas ou suspeita de alguma dessas doenças, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima. O combate às doenças tropicais negligenciadas vai além da assistência médica, envolvendo melhorias nas condições sociais e ambientais. Pernambuco segue investindo em vigilância epidemiológica, capacitação profissional e atendimento especializado à população.Nesta quinta-feira (30/01), é o Dia Mundial de Conscientização sobre Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). No Brasil, mais de 20 doenças são classificadas como negligenciadas, entre elas a hanseníase, doença de Chagas, esquistossomose, leishmaniose, chikungunya, raiva, filariose linfática, tracoma e hepatites. Algumas possuem alto número de notificações, enquanto outras, como a raiva humana, apresentam raros registros, mas de grande relevância. A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) reforça o compromisso com a prevenção, o diagnóstico precoce, o tratamento dessas doenças e seu monitoramento.
Em 2024, foram registrados 1.669 casos confirmados de esquistossomose em Pernambuco, uma das principais enfermidades desse grupo. Caracterizadas por atingirem populações em situação de vulnerabilidade social, essas doenças persistem devido a fatores como saneamento básico precário, condições de habitação inadequadas e acesso limitado a serviços de saúde.
O diretor geral de Vigilância Ambiental, Eduardo Bezerra, destaca que a sensibilização da população é fundamental para o sucesso das estratégias de enfrentamento. “Como essas doenças têm determinantes sociais muito fortes, uma população sensível e conhecedora de suas condições é um passo vital para intervir nessas situações. Quando a população sabe o que causa o adoecimento, ela se torna mais apta a buscar soluções para essas vulnerabilidades. Isso não elimina ou diminui a responsabilidade das gestões, mas ajuda a que a população seja mais parceira”, afirma.
Pernambuco tem se destacado em diversas frentes no combate a essas enfermidades. Um exemplo de sucesso foi a interrupção da transmissão da filariose linfática, que teve seu último caso brasileiro registrado no estado em 2017. O reconhecimento veio com o Certificado de Quebra da Transmissão em 2024, garantindo que a doença não esteja mais circulando na região.
O estado também é referência no tratamento de algumas dessas doenças. A Casa de Chagas, vinculada ao Procape/UPE, é um centro de acolhimento e acompanhamento para pessoas afetadas pela Doença de Chagas. O Instituto Aggeu Magalhães, da Fiocruz Pernambuco, mantém um ambulatório para pacientes com sequelas da filariose linfática. Outra prioridade em nosso território é a hanseníase, que tem sido referência no diagnóstico e tratamento, garantindo assistência especializada. O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), vinculado à Universidade de Pernambuco, e o Hospital Correia Picanço, sob gestão da SES-PE, ambos especializados em atender doenças infecto-parasitárias.
A SES realiza ações diversas no combate a essas doenças. Um bom exemplo desse tipo de intervenção é o tracoma, doença ocular provocada por uma bactéria que afeta particularmente crianças em idade escolar. Por isso, a Vigilância Ambiental do estado promove mutirões de diagnóstico em escolas nos diversos municípios do estado.
Para quem apresenta sintomas ou suspeita de alguma dessas doenças, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima. O combate às doenças tropicais negligenciadas vai além da assistência médica, envolvendo melhorias nas condições sociais e ambientais. Pernambuco segue investindo em vigilância epidemiológica, capacitação profissional e atendimento especializado à população.