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Pernambuco inicia a introdução do anticorpo monoclonal nirsevimabe contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

Imunobiológico, que será distribuído na próxima segunda (09/02) aos municípios, é indicado para bebês prematuros e menores de 2 anos com comorbidade

Mais um importante componente no enfrentamento aos casos graves do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) passa a ser ofertado nas redes de saúde estadual e municipais de Pernambuco. O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), iniciou a introdução do anticorpo monoclonal nirsevimabe contra o vírus que acomete anualmente bebês e crianças em todo o país. A SES-PE inicia a logística de distribuição para os serviços espalhados pelo território estadual nesta segunda-feira (09/02).

O medicamento, administrado via intramuscular, é indicado, exclusivamente, para bebês prematuros (menores de 36 semanas gestacional e 6 dias) e aqueles menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e 29 dias), que apresentam comorbidade elegível. O Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE) recebeu do Ministério da Saúde (MS), até o momento, 4.976 doses para o atendimento do público-alvo da estratégia.

A nova tecnologia fortalece a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) na sazonalidade dos vírus respiratórios, que vai de fevereiro/março a agosto, provocando impacto na demanda por leitos especializados no cuidado intensivo desses pacientes. Enquanto as vacinas induzem uma resposta ativa do sistema imunológico contra os vírus e bactérias, os anticorpos monoclonais são desenvolvidos para atacar alvos específicos e gerar uma resposta passiva e instantânea, tratando-se de uma estratégia complementar à vacinação.

O anticorpo monoclonal nirsevimabe será dispensado prioritariamente em maternidades, leitos obstétricos conveniados ao SUS, nos centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs) e unidades de saúde da rede SUS (lista dos serviços em anexo). No caso dos municípios que ainda não indicaram seus serviços de referência à SES-PE, a população pode buscar o Programa Municipal de Imunização para ter informações atualizadas quanto ao acesso ao anticorpo monoclonal.

Neste contexto, as maternidades serão responsáveis pela aplicação do imunobiológico nos recém-nascidos do local. Já os demais serviços de saúde citados atenderão as crianças prematuras e com comorbidades, que farão parte do resgate da estratégia.

“Este incremento junto à rede SUS será muito importante para prevenção do Vírus Sincicial Respiratório, para a redução da busca por atendimento nos hospitais e para a diminuição do surgimento de casos graves. Trata-se de uma estratégia inovadora no âmbito da saúde pública, administrada em uma única dose e que oferta uma proteção de até seis meses, segundo os estudos, para nossas crianças após o nascimento prematuro e aquelas com comorbidades graves”, destaca a superintendente de Imunizações do estado, Magda Costa.

Quanto às especificações de aplicação, o medicamento é voltado para administração em crianças prematuras de qualquer peso corpóreo, independentemente do histórico de vacinação materna contra o VSR. Neste caso, o imunobiológico ficará disponível na rede de saúde durante o ano inteiro.

Já para as crianças menores de 2 anos, o indicativo de utilização do anticorpo monoclonal são para aquelas com diagnóstico de cardiopatia congênita, imunocomprometidos graves (inato ou adquirido), fibrose cística, anomalias congênitas das vias aéreas, Doença Pulmonar Crônica (broncodisplasia), Síndrome de Down e Doença Neuromuscular. Para estes grupos, a oferta se dará no período considerado sazonal, ou seja, de fevereiro a agosto.

O Ministério da Saúde orienta ainda que os municípios façam o resgate de crianças elegíveis para esta imunização, prematuros e aquelas com as comorbidades já listadas. Crianças prematuras nascidas após agosto de 2025 devem receber o anticorpo no início da sazonalidade deste ano, desde que estas tenham idade inferior a seis meses de vida.  Além das crianças com comorbidades menores de 24 meses também farão parte deste resgate, desde que não tenha feito utilização do palivizumabe.

O niservimabe torna-se parte das ações de prevenção contra o VSR, iniciada em dezembro passado, com a oferta da vacina recombinante, aplicada em dose única, indicada para todas as gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna, com foco na proteção dos bebês menores de seis meses. Até então, o palivizumabe era a única opção disponível no SUS para prevenção do VSR. A medida do órgão de saúde federal visa ainda à substituição gradual do palivizumabe pelo nirsevimabe. Porém, fazem um alerta importante: crianças que iniciaram o esquema de proteção contra o VSR com o palivizumabe, devem finalizar com o mesmo imunobiológico, composto por cinco doses.

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