Nas últimas semanas, diversos municípios pernambucanos acumularam significativos níveis de chuvas. Entre eles está a cidade de Vicência, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, que nesta semana (28/01) foi o território mais afetado. Desde o último dia 14 de janeiro, quando começaram as fortes chuvas na região, as equipes da Secretaria de Saúde, através da 2ª Gerência Regional de Saúde (Geres), colocaram em prática estratégias para diagnóstico situacional, monitoramento e implementação de ações para atender à população daquela localidade.
Para a realização das visitas in loco, foram mobilizadas as áreas de Vigilância Epidemiológica, Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres, Saúde Mental, apoios técnicos do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Doenças Negligenciadas, Atenção à Saúde e Arboviroses.
Ao todo, dez localidades (entre ruas e avenidas) foram mapeadas e, até esta quarta-feira (29/01), a equipe identificou 194 famílias afetadas (776 pessoas), sendo 20 famílias desalojadas (16 em aluguel social e 4 em casa de amigos/familiares).
“Dentro da ocorrência do evento da enchente, o município de Vicência apresenta necessidades complexas e intersetoriais no âmbito do setor saúde. Enquanto equipe regional, buscamos atuar de forma rápida, sintonizada com o nível central da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e com a equipe de saúde do município, de forma integrada, pareando nossos técnicos das várias áreas de atuação aos técnicos dos municípios e promovendo acompanhamento e apoio para o desenvolvimento das ações prioritárias, bem como de maneira holística, olhando para a necessidade de saúde integral de cada usuário do SUS”, destacou a gerente da II Geres, Isabel Leal.
Na cidade, a equipe de Vigilância em Saúde da II Geres orientou os munícipes quanto aos sinais e sintomas, período de incubação e manejo das seguintes doenças: esquistossomose, leptospirose, arboviroses, acidentes por animais peçonhentos, atendimento antirrábico humano, vírus respiratórios (Covid-19 e Influenza), manejo dos reservatórios de água contaminados (esgotamento, limpeza e tratamento), bloqueio vacinal (hepatites A e B, dT, dTpa, influenza, Covid-19 e tríplice viral), além de alertá-los quanto aos sinais e sintomas de doenças diarreicas e parasitoses.

Nesta quinta-feira (29/01), a equipe da II Geres realizou o acompanhamento das ações de Vigilância em Saúde, com distribuição de hipoclorito de sódio e ação educativa sobre desinfecção da água para os moradores da cidade.
O contexto expõe a população aos riscos de agravos e doenças de transmissão hídrica, alimentar, ambientais e infecciosas. O alinhamento das informações e orientações também foi feito junto aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE), das duas Unidades de Saúde da Família (USF) que abrangem as áreas afetadas. Ainda entre as orientações, destacou-se a identificação das pessoas afetadas que fazem uso de medicações de uso contínuo para disponibilização e reposição.
A equipe técnica da Regional constatou que não houve prejuízos às estruturas dos serviços de saúde locais, nem demandas por medicamentos, imunizantes e demais insumos de saúde. O apoio técnico também desencadeou a realização de mutirões para eliminação de possíveis focos de proliferação do Aedes aegypti pelos ACEs, bem como orientações à população sobre a prevenção das arboviroses, com o apoio dos agentes de saúde pública da Regional. Além disso, houve orientação quanto à desinfecção de reservatórios de água, uso de hipoclorito de sódio para desinfecção da água e levantamento de pessoas com vacina contra tétano, hepatite e outras doenças em atraso.
“Aproveito para destacar a disponibilidade do município em acolher nossa equipe em todas as áreas da saúde, desde as unidades básicas, ao hospital municipal, à equipe de saúde mental, PNI, e por estarmos juntos, seguindo e desempenhando ações em todas essas áreas com importante impacto para promoção, prevenção e proteção da saúde das pessoas afetadas”, finalizou a gestora.