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Vacinas, uma revolução na saúde pública e um pacto coletivo de prevenção

Até 31 de outubro, a Campanha Nacional de Multivacinação segue ofertando imunização com foco em crianças e adolescentes; Pernambuco tem mais de 2 mil pontos de vacinação

Responsáveis por salvar milhões de vidas todos os anos e diminuírem as consequências de doenças, impactando a qualidade e a expectativa de vida em todo o mundo, as vacinas mudaram a história da humanidade. E no dia 17 de outubro, o Brasil comemora o Dia Nacional da Vacinação, instituído com a finalidade de ressaltar a importância de se manter em dia com a vacinação para o controle de doenças e a prevenção de epidemias.

Por séculos, diferentes povos buscaram maneiras de evitar as mortes e sequelas de doenças infecciosas, alguns intuindo que o contato controlado com o agente causador podia fortalecer o corpo e protegê-lo. Mas a primeira vacina efetiva foi criada em 1796, pelo médico inglês Edward Jenner. Ele notou que pessoas que trabalhavam na ordenha de leite e que já tinham sido infectadas pela ‘varíola das vacas’ se tornavam imunes à varíola humana. A partir daí, o conceito de colocar as pessoas em contato com versões atenuadas ou inativadas de agentes causadores de doenças para estimular a produção de anticorpos foi responsável por uma verdadeira revolução na saúde.

No Brasil, a vacinação deu seus primeiros passos em 1837, com a imunização de crianças contra a varíola. Em 1846, foi criado o Instituto Vacínico do Império, mas apenas no século XX o país passou a encarar a necessidade de vacinação em massa como uma ação coletiva em favor da saúde pública. Não sem contratempos: a primeira campanha de vacinação compulsória, liderada pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, resultou na Revolta da Vacina, em 1904. A eficácia da imunização, no entanto, venceu a desconfiança da população, que passou a se habituar com o ato de se vacinar.

Foi na década de 1960 que o Brasil finalmente passou a realizar campanhas nacionais de vacinação. Em 1961, foi realizada a primeira, contra a poliomielite. A solidificação das políticas de imunização resultaram na criação, em 1973, do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Neste mesmo ano, o país comemorou um feito histórico: a erradicação da varíola, exatamente a primeira doença a ser alvo de vacinas.

FAKE NEWS E DESCONFIANÇA – Nos últimos anos e fortemente durante a pandemia de covid, houve um aumento considerável de notícias enganosas envolvendo vacinas, utilizando especialmente as redes sociais como meio de divulgação. A avalanche de desinformação gerou em muitas pessoas desconfiança e medo de possíveis efeitos adversos, reduzindo a cobertura vacinal e expondo a população a risco. Um exemplo foi o sarampo, doença que já estava eliminada do território brasileiro e, por conta do retrocesso na busca das vacinas, voltou a ter casos registrados no país.

“Muitas pessoas ficaram com medo de se vacinar por acreditar que a vacina pode trazer algum risco ou efeito maléfico para sua saúde, mas é exatamente o contrário: a vacina traz proteção”, explica a superintendente de Imunizações de Pernambuco, Magda Costa, que reforça: “Cada dose aplicada é uma barreira contra o avanço de doenças que já foram controladas no Brasil graças à vacinação, como a poliomielite”.

Assim como no início da utilização de vacinas em massa, há mais de um século, a desinformação e a desconfiança estão sendo vencidas pelos fatos. A proteção oferecida com a imunização é coletiva e impacta a vida de todas as pessoas, é um pacto social de cuidado consigo mesmo e com o outro. Com um trabalho sério, o Governo de Pernambuco conseguiu recuperar a confiança e os números de vacinação na população do Estado.

PERNAMBUCO – O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), tem obtido nos últimos anos resultados consistentes de aumento da cobertura vacinal. Para isso, criou estratégias bem-sucedidas como a Vacinação nas Escolas, parceria entre as Secretarias Estaduais de Saúde, Educação e Esportes que leva para o ambiente escolar doses de vacina e campanhas educativas sobre a importância de manter o calendário em dia. Todos os municípios pernambucanos registraram ações em escolas entre os meses de março a setembro de 2025, totalizando 2.947 escolas e um total de mais de 69 mil doses de vacinas aplicadas.

Outra ação é a Caravana Zé Gotinha, que percorre o Estado com atividades educativas, lúdicas e de mobilização social, contribuindo para aumentar as coberturas vacinais e fortalecer o vínculo entre a população e os serviços de saúde. O Programa Estadual de Imunização (PEI-PE) atua em todas as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), garantindo a distribuição das doses do Programa Nacional de Imunização (PNI) para os municípios de cada canto do Estado.

Os números demonstram a amplitude das ações de imunização em Pernambuco: foram mais de 2 milhões de doses aplicadas contra a Influenza. A vacinação de dengue já alcançou mais de 140 mil doses, e a cobertura contra HPV chegou a 75,5% em meninas de 9 a 14 anos e 60,2% em meninos da mesma faixa etária. Já em relação à vacinação de crianças menores de 1 ano, Pernambuco apresenta coberturas expressivas para diversos imunizantes: BCG (101,6%), Hepatite B até 30 dias (101,2%), Hepatite B (82,4%), DTP (82,5%), Febre Amarela (69,5%), Poliomielite VIP (80,8%), Pneumocócica 10 (84,4%), Meningocócica C (82,8%), Penta (82,4%) e Rotavírus (81,5%).

“Esses indicadores refletem o esforço contínuo do Estado em garantir o acesso da população às vacinas e reafirmam o compromisso do Programa Estadual de Imunização com a proteção da saúde pública e a ampliação das coberturas vacinais em todas as regiões de Pernambuco”, afirma Magda Costa.

CAMPANHA DE MULTIVACINAÇÃO – Até o dia 31 de outubro, segue a Campanha Nacional de Multivacinação, com foco em crianças e adolescentes de até 15 anos. Em Pernambuco, são mais de 2 mil pontos de vacinação, em todos os municípios do Estado. Um dos destaques é a vacinação contra a dengue, realizada em 48 municípios. Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos terão acesso à 1ª dose ou a atualização da 2ª dose (aplicada três meses após a 1ª) contra a principal arbovirose que acomete a população.

Além da atualização vacinal de crianças e adolescentes, o Programa Estadual de Imunização (PEI-PE) também está oferecendo imunizações para outras faixas etárias. Pessoas de 15 a 19 anos que não tenham se vacinado contra o HPV, por exemplo, terão a oportunidade de se proteger. A campanha é também uma oportunidade para proteção de adultos contra o sarampo. Quem tem até 29 anos deve receber duas doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já aqueles na faixa etária de 30 a 59 anos receberão uma dose do imunizante.

“O Programa Estadual de Imunização convida a população a aderir à estratégia de Multivacinação 2025 e a participar do Dia D, que será realizado no dia 18 de outubro de 2025. Neste dia, estaremos mobilizados para atualizar as cadernetas de vacinação, garantindo proteção individual e coletiva, visto que as vacinas são seguras e constituem a principal forma de prevenção das doenças imunopreveníveis”, reforça a superintendente de Imunizações, Magda Costa.

Ao todo, são 20 tipos de imunizantes que fazem parte do calendário básico de imunização disponibilizados, que protegem contra doenças como sarampo, poliomielite, HPV, febre amarela, Covid-19 e influenza, entre outras. Adultos, pais, mães e/ou responsáveis pelas crianças e adolescentes podem buscar as salas e postos de vacinação, com o cartão de vacinação, CPF e Cartão Nacional de Saúde para análise do profissional de saúde e atualização da situação vacinal.

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