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Com tecnologia inovadora, Aldeia Xukuru Ororubá de Cimbres recebe reforço de combate à dengue

A soltura regular de mosquitos estéreis ocorreu quarta-feira (14/01) no município de Pesqueira, Agreste pernambucano


Ocorreu nesta quarta-feira (14/01), a soltura regular de mosquitos estéreis na Aldeia Ororubá de Cimbres, território indígena Xukuru, no município de Pesqueira, Agreste pernambucano. A iniciativa é coordenada e financiada pelo Ministério da Saúde, com assessoria técnica da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), e integra as estratégias de enfrentamento à dengue no Estado, com o objetivo de reduzir a população do Aedes aegypti e, consequentemente, a transmissão da doença na região.

“Essa é uma ação financiada pelo Ministério da Saúde, com metodologia desenvolvida pela Moscamed, que conta com assessoria técnica da Secretaria Estadual de Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Pesqueira e do Distrito Sanitário Especial Indígena de Pernambuco. A operacionalização é realizada pela equipe de profissionais de saúde do Polo Base Xukuru, no município de Pesqueira. Os mosquitos liberados são machos esterilizados. A escolha por machos ocorre porque eles não são hematófagos, isto é,  não consomem sangue humano e se alimentam apenas de vegetais, o que faz com que não ataquem as pessoas. Esses mosquitos copulam com as fêmeas, que não geram descendentes, reduzindo a população do vetor e contribuindo para a diminuição dos casos de dengue no território. É uma nova era no enfrentamento às arboviroses, em que o mosquito passa a trabalhar a nosso favor”, destacou o diretor-geral de Vigilância Ambiental do Estado de Pernambuco, Eduardo Bezerra.

A iniciativa prevê a liberação semanal de cerca de 220 mil mosquitos machos estéreis, submetidos a um processo de esterilização por radiação. Desenvolvido pela Organização Social Moscamed, o método impede a reprodução do inseto, uma vez que, ao copularem com as fêmeas, os machos não geram novos mosquitos. Eduardo Bezerra ressaltou ainda que a ação faz parte de um conjunto mais amplo de medidas voltadas ao controle do Aedes aegypti. “Essa iniciativa integra um pacote de novas tecnologias financiadas pelo Ministério da Saúde. Além do mosquito estéril, o governo federal com a Wolbachia, uma bactéria que impede a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito, e com as estações disseminadoras de larvicida, nas quais o inseto entra em contato com o produto e o transporta para outros focos. Das três novas técnicas, Pernambuco só não conta ainda com o Wolbachia. É um novo conjunto de estratégias em que o mosquito passa a trabalhar a nosso favor. Vivemos uma nova forma de fazer prevenção e esperamos ampliar essa atuação para cada vez mais áreas”, finalizou.

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