Pernambuco vem se destacando no enfrentamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), da aids e das hepatites virais com a utilização da Mandala da Prevenção Combinada, uma ferramenta pedagógica inovadora que reúne, de forma visual e educativa, as principais estratégias de prevenção disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Desenvolvida pelo Programa Estadual de IST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), a Mandala tem como objetivo ampliar o acesso à informação, estimular escolhas conscientes e fortalecer o cuidado integral à saúde.
“A mandala é uma ferramenta desenvolvida para realizar uma abordagem mais didática sobre a prevenção combinada. A proposta é que a prevenção combinada seja uma estratégia que promova o uso simultâneo das diferentes formas de prevenção às IST, abrangendo diversos grupos sociais, pessoas e situações. Isso porque os indivíduos possuem realidades, vulnerabilidades e questões sociais distintas, o que possibilita que cada um decida a melhor forma de se prevenir, utilizando a combinação dessas diversas estratégias”, destacou a enfermeira e coordenadora de Vigilância Epidemiológica das IST, aids e Hepatites Virais, Maria Eduarda Almeida.
Inspirada na mandala nacional do Ministério da Saúde, a versão pernambucana foi construída de forma coletiva, a partir de oficinas com profissionais da área, levando em consideração as especificidades do território e da população. A ferramenta reúne 13 tecnologias de prevenção, organizadas de maneira circular, com cores e ilustrações que facilitam o diálogo tanto com os trabalhadores da saúde quanto com os usuários dos serviços.
“O Ministério da Saúde possui uma mandala com nove tecnologias, mas nós, no Estado, em 2018, a partir de discussões com a gestão, profissionais e usuários, elaboramos uma mandala com 13 tecnologias: uso de preservativos externo e interno e gel lubrificante, redução de danos no uso de álcool, crack e outras drogas, acolhimento e acesso aos serviços de saúde, tratamento de todas as pessoas vivendo com HIV/aids com antirretroviral; testagem regular para HIV, sífilis, hepatites B e C e outras IST, tratamento de todas as IST, Profilaxia Pós-Exposição (PEP), testagem e tratamento das IST em gestantes, no pré-natal, parto e puerpério, e em parcerias sexuais, diminuição do estigma e do preconceito contra pessoas que vivem com HIV/aids e outras IST, Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), circuncisão, vacinação e não compartilhamento de objetos perfurocortantes”, explicou Maria Eduarda Almeida.
PROPOSTA – A ação reforça que nenhuma medida isolada é suficiente e que a prevenção é mais eficaz quando diferentes estratégias são combinadas, de acordo com a realidade e as necessidades de cada pessoa. A Mandala da Prevenção Combinada também cumpre um papel fundamental na educação em saúde, ao promover o gerenciamento de riscos e incentivar a autonomia dos usuários. O material vem sendo utilizado em ações educativas, rodas de conversa, capacitações, oficinas e formações de profissionais, além de estar presente em cartazes, folders e outros materiais informativos distribuídos em unidades de saúde de todo o Estado.
“A importância da Mandala da Prevenção Combinada está no fortalecimento do acesso à informação, tanto para os profissionais quanto para os usuários, permitindo que reconheçam as diversas formas de prevenção existentes. Isso amplia o conhecimento, contribui para a redução de novos casos de IST e reforça a escolha e a autonomia do usuário, possibilitando que ele identifique a melhor forma de prevenção de acordo com sua realidade e vulnerabilidades. O enfrentamento e a prevenção das IST precisam caminhar juntos, atuando em diferentes estratégias, de forma intersetorial, em distintos níveis de atenção, com a participação de profissionais, da população e da sociedade civil”, finalizou Maria Eduarda Almeida.
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