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Fisioterapia Pélvica na sala de parto: um diferencial na assistência obstétrica do Hospital da Mulher do Agreste

Assistência fisioterapêutica é realizada por meio de avaliação individualizada da parturiente, com aplicação de técnicas baseadas em evidências científicas

A Fisioterapia Pélvica tem se consolidado como uma grande aliada na humanização do parto e no cuidado com a mulher durante o trabalho de parto. No Hospital da Mulher do Agreste, há 11 meses, esta atuação vem fortalecendo a assistência multiprofissional, oferecendo suporte contínuo e estratégias que favorecem um parto mais confortável, seguro e respeitoso.

A assistência fisioterapêutica é realizada por meio de avaliação individualizada da parturiente, com aplicação de técnicas baseadas em evidências científicas, como explica a fisioterapeuta pélvica do HMA, Jullia Lima. “O foco principal é promover a mobilidade materna, alívio da dor e favorecer a progressão fisiológica do parto, respeitando sempre a autonomia e as escolhas da mulher”.

Entre os recursos utilizados estão bola suíça, bola feijão, banqueta, colchonete, espaldar e escada, além do estímulo a diversas posições durante o trabalho de parto, como quatro apoios, cócoras, agachamento, decúbito lateral e posturas verticalizadas. Essas posições auxiliam no conforto materno e facilitam a dinâmica do parto, contribuindo para melhor descida fetal e evolução do parto vaginal.

Além disso, a fisioterapia utiliza métodos não farmacológicos para alívio da dor, como técnicas de respiração e relaxamento, compressão pélvica, liberação miofascial lombar, termoterapia, banho morno e o uso da Estimulação Elétrica Transcutânea (TENS), reduzindo a fadiga e ajudando a mulher a vivenciar o parto de forma mais ativa e participativa.

Durante os 11 meses de atuação, foram acompanhados aproximadamente 326 partos até o período expulsivo, com 283 partos em posturas verticalizadas. “Isso reforça que a mobilidade e a verticalização reduz traumas perineais e contribui para um parto mais seguro”, pontua a fisioterapeuta.

Com esse cuidado, a presença da fisioterapeuta pélvica na sala de parto tem contribuído para maior conforto físico e emocional, fortalecimento do protagonismo da miulher e incentivo ao parto humanizado. “Ao longo desses 11 meses, o serviço consolidou-se como um diferencial importante na assistência obstétrica do Hospital da Mulher do Agreste, reforçando o compromisso da instituição com um cuidado seguro, acolhedor e baseado em evidências”, pontua a coordenadora da Fisioterapia do HMA, Lara Torres.

Sobre o Hospital da Mulher do Agreste — Aguardado há mais de uma década pela população e com um investimento total de R$ 84,8 milhões, o HMA oferta cuidado a mulheres de 53 municípios da 2ª Macrorregião. Com mais de 190 leitos para garantir atendimento a urgências de alta complexidade em obstetrícia e ginecologia, incluindo UTI neonatal e adulta, bloco cirúrgico com cinco salas e ambulatórios especializados, a unidade oferece ainda espaço para acolher e prestar assistência, inclusive com residência temporária, a grávidas, mulheres no pós-parto e bebês que necessitem de cuidado contínuo sem a necessidade de internação hospitalar: a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (Casa de Maria), com 20 alojamentos e suporte de profissionais especializados; além do espaço Canguru, composto por 15 leitos. Unidade do Governo do Estado, o Hospital da Mulher do Agreste está sob administração do HCP Gestão, Organização Social de Saúde do Hospital de Câncer de Pernambuco.

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