O Hospital Ulysses Pernambucano (HUP) segue realizando as atividades do Maio da Luta Antimanicomial, mês dedicado à conscientização sobre a importância da mudança no modelo de cuidado em saúde mental, priorizando a liberdade o acolhimento e o tratamento humanizado.
Na última segunda-feira (19/05), foi inaugurada a Sala de Leitura da Enfermaria Adail Santos, mais um recurso terapêutico disponibilizado aos pacientes. A abertura contou com uma programação especial voltada ao incentivo à leitura e à promoção do cuidado em saúde mental.
“A inauguração da sala de leitura do hospital psiquiátrico representa a concretização de um sonho coletivo. Este espaço foi idealizado para promover a criatividade, fortalecer a humanização do cuidado e contribuir para a saúde mental, valorizando a leitura como instrumento de transformação e acolhimento”, destacou a superintendente interdisciplinar do HUP, Eduarda Barbosa.

Na quinta-feira (22/05), foi aberta a exposição “Aquilo que o Olhar Transvê”, do artista Rafael Coutinho, no corredor do auditório do hospital, levando arte, reflexão e expressão para dentro do ambiente hospitalar. “As atividades foram idealizadas para fomentar reflexões por meio dos debates e também através das mais diversas formas de expressão artística. Falar sobre a Reforma Psiquiátrica e reforçar nossa luta pela garantia de direitos e pela inclusão das pessoas com sofrimento psíquico é fundamental — e nada mais democrático e inclusivo do que a arte”, comentou.

Encerrando a semana, nesta sexta-feira (23/05), foi realizado o Ateliê Aberto, uma atividade que acontece semanalmente e que, de forma excepcional, foi promovida no parque próximo ao hospital para celebrar o Maio da Luta Antimanicomial. A oficina estimula a livre expressão por meio da arte, proporcionando aos pacientes um espaço de criação, escuta e cuidado.
“O Ateliê Terapêutico do HUP, inspirado no método niseano da livre expressão, acontece semanalmente e é conduzido pelo coletivo Arte Intervenção, formado por profissionais que integram arte, psicologia e arteterapia. Hoje, ele foi realizado ao ar livre, convidando pacientes, profissionais e familiares da Rede de Atenção Psicossocial a participar. Historicamente, os avanços da reforma psiquiátrica ocorreram graças à união desses atores, reforçando a necessidade de um cuidado em liberdade e antimanicomial, que seja verdadeiramente coletivo. Esse compromisso deve estar presente em todos os pontos da rede, e é com grande alegria que propomos uma atividade artística e terapêutica também no contexto da emergência psiquiátrica”, detalhou a superintendente.

CULTURA COMO TERAPIA – A arteterapia é uma prática que utiliza a arte como ferramenta terapêutica, permitindo que as pessoas expressem seus sentimentos e emoções, promovendo o autoconhecimento e o bem-estar mental. Pensando nisso, o HUP ainda realizará como encerramento, na próxima quinta-feira (29/05), às 10h, a exibição do curta de Claudianne Vasconcelos e William Oliveira, “Lá na Tamarineira”, fortalecendo a cultura como instrumento de cuidado, reflexão e transformação no contexto da saúde mental. A exibição é aberta ao público.