O Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (LACEN-PE) se tornou o primeiro laboratório público do Nordeste a utilizar um sistema portátil para quantificação de endotoxinas bacterianas em água destinada à hemodiálise.
A nova tecnologia garante análises mais ágeis e precisas, fortalecendo o monitoramento da qualidade da água utilizada pelas clínicas de hemodiálise em todo o estado e aumentando a segurança dos pacientes em tratamento dialítico.
As endotoxinas são substâncias liberadas por bactérias Gram-negativas. Quando presentes acima do limite permitido, podem causar reações graves em pacientes que fazem hemodiálise. Por isso, a concentração dessas substâncias é monitorada de forma rigorosa, seguindo a RDC nº 11/2014 da Anvisa, que estabelece o limite máximo de 0,25 EU/mL para esse tipo de água.
Para a diretora do LACEN-PE, Keilla Paz, a modernização representa um avanço direto na assistência. “Em um tratamento tão sensível quanto a hemodiálise, o tempo de resposta do laboratório é fundamental. Esse novo sistema moderniza nossa estrutura e permite a liberação de laudos com uma rapidez inédita. Na prática, isso significa um monitoramento muito mais dinâmico e segurança redobrada para quem depende da diálise”, afirma.
Com o novo equipamento, o LACEN-PE reduz o tempo de obtenção dos resultados e reafirma seu compromisso com a inovação, com a vigilância laboratorial e com a excelência dos serviços prestados à população pernambucana.