Mesmo sem o registro de casos em Pernambuco, a SES-PE reforça a importância da vacinação
A ocorrência de surto em algumas cidades brasileiras, especificamente no estado de São Paulo, liga o alerta de técnicos da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) quanto à prevenção contra o surgimento de casos de sarampo em Pernambuco. Recentemente a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu um alerta para as Américas por conta do surto na América do Norte e parte da Central, chegando a quase 50 mil casos. Mesmo na ausência de casos da doença em Pernambuco, desde 2020, a SES-PE segue no monitoramento contínuo da rede de saúde e das ações de vigilância epidemiológica, além de desenvolver ações junto aos profissionais de saúde. A principal forma de prevenção desta doença altamente contagiosa é a vacinação, realizada pela vacina tríplice viral, que também protege contra rubéola e caxumba.
Nos meses de maio e junho, a Secretaria, por meio da Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde e Atenção Primária, reuniu-se com equipe do Ministério da Saúde para alinhar as ações de resposta ao sarampo, desde a vigilância epidemiológica e laboratorial passando pela imunização e atuação da Atenção Primária em Saúde (APS) nas doze regiões do estado, como também a realização visitas técnicas em municípios do estado e a análise de indicadores de qualidade das doenças exantemáticas (infecções que causam manchas vermelhas ou erupções na pele, como no caso do sarampo).
“A transmissão do sarampo ocorre por meio de tosse ou espirro da pessoa infectada, altamente contagiosa, com potencial de disseminação rápida. Sintomas como febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza ou conjuntivite são os mais comuns. Entre as complicações destaca-se a diarréia, em menores de um ano de idade, pneumonia, otite e encefalite. Devemos ficar atentos aos sintomas, principalmente se a pessoa tiver histórico recente de viagem para outros países ou estados. A vacinação é primordial para prevenir casos, e é importante ressaltar a importância da atualização da caderneta vacinal em todas as idades devido ao ressurgimento de doenças erradicadas no nosso país, mas ainda circulantes pelo mundo como sarampo, rubéola e difteria”, destaca o médico infectologista da SES-PE, Lucas Caheté.
Desde o último dia 3 de agosto, em todo o país, foi iniciada a Estratégia de Multivacinação 2026 – Atualização da Caderneta de Vacinação de Crianças e Adolescentes Menores de 15 Anos. Entre os mais de 20 tipos de imunizantes disponibilizados e que fazem parte do calendário básico de imunização está à vacina tríplice viral, que protege contra três doenças: sarampo, rubéola e caxumba. Até o momento, foram aplicadas e registradas nos sistemas de informação 5.758 doses contra o sarampo.
Atualmente a cobertura vacinal para este imunizante é de 87,42% para 1ª dose e 71,17% para 2ª dose. A meta para uma proteção segura é imunizar 95% da população-alvo. O esquema vacinal básico consiste em uma dose da vacina aos 12 meses de idade e a segunda dose aplicada aos 15 meses. Para pessoas na faixa etária entre 12 meses e 29 anos sem comprovação de esquema completo: iniciar ou completar o esquema com 2 doses, considerando o intervalo de 30 dias entre as doses. Já na faixa etária entre 30 e 59 anos, sem comprovação de esquema completo, a recomendação é administrar uma dose da vacina.
Para imunização no estado durante a Estratégia de Multivacinação o público apto a participar está estimado em 1.896.084 pessoas. O Dia D de mobilização acontece neste sábado, 22 de agosto.
“O mundo globalizado proporciona o grande fluxo de pessoas entre países e continentes, o que favorece a disseminação de doenças imunopreveníveis, como o sarampo. A vacinação é uma importante aliada no enfrentamento do vírus, que possui alto grau de transmissibilidade, pois oportuniza a proteção da nossa população, principalmente dos mais vulneráveis. A campanha de imunização segue até o dia 1º de setembro e reforçamos que pais, mães e/ou responsáveis pelas crianças e adolescentes busquem as salas e postos de vacinação, com o cartão de vacinação para análise do profissional de saúde e atualização da situação vacinal”, acrescentou a superintendente de Imunizações do estado, Magda Costa.