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SES-PE e Ministério da Saúde utilizam Técnica do Inseto Estéril (TIE) para combater arboviroses em território indígena

O território Xukuru do Ororubá em Cimbres, no município de Pesqueira, Sertão de Pernambuco, é a primeira comunidade indígena do Brasil a receber a Técnica do Inseto Estéril (TIE), política pública que consiste na libertação de grandes quantidades de insetos inférteis em uma determinada região visando à queda da população dos mosquitos e o controle de arboviroses.

Durante a ação, que já acontece desde janeiro desse ano, são soltos 500 mil mosquitos machos na região. A organização é da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

O diretor geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra, explicou como funciona o procedimento, que não tem impacto ambiental negativo. “O macho é irradiado e fica estéril. Ele pode copular normalmente com a fêmea, entretanto, a técnica retira o gameta dele e isso faz com que a população de mosquitos na região caia”, disse.

“Todas as semanas são soltos cerca de 500 mil mosquitos machos no local. Para evitar impactos ecológicos, são coletados ovos de mosquitos da própria região. Esses ovos são levados para a fábrica da empresa responsável pelo trabalho, em Juazeiro, na Bahia, onde são reproduzidos para que os mosquitos já voltem inférteis para a região focal”, completou.

Segundo dados da área de Vigilância Ambiental, desde que o serviço começou já foi registrada uma redução superior a 80% da população de mosquitos no território. Por esse motivo, nesta terça-feira (01/09), os órgãos envolvidos realizaram uma visita institucional no território Xukuru do Ororubá em Cimbres para realizar ação educativa, avaliação do processo e debater os primeiros resultados da técnica com a população escolar, professores e lideranças.

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