Com intuito de unir vozes e fortalecer a responsabilidade da sociedade quanto ao tema, neste 15 de junho é celebrado o Dia Mundial de Enfrentamento à Violência Contra a Pessoa Idosa. Em pleno 2025, dados reforçam circunstâncias que pouca gente conhece. Mais da metade das denúncias de abusos são de episódios que ocorrem no ambiente doméstico, em grande parte por quem deveria cuidar e proteger: filhos e netos. A data se integra ao “Junho Roxo”, que para além da conscientização e o respeito, reforça que a pessoa idosa precisa ser ouvida, respeitada e protegida.
“O Junho Roxo, além do Dia Mundial de Enfrentamento à Violência Contra a Pessoa Idosa, é uma campanha importante de conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa, que traz um mês inteiro de discussão sobre o tema. A campanha visa sensibilizar a sociedade sobre a importância de garantir um envelhecimento digno e seguro, livre de abusos e negligências. É um momento para refletir sobre nossas atitudes e promover a inclusão e o respeito aos idosos em nossa comunidade”, afirma Allison Anjos, gestor da Gerência de Saúde do Homem e do Idoso Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE).
A violência à pessoa idosa tem identificações próprias, com indicações bem distintas, que vão do ato de truculência, provocando danos físicos, à questão econômica. Todos esses cenários podem causar danos irreversíveis naqueles que deveriam ser reverenciados pela sabedoria e experiência de vida.
Entre as mais preocupantes violências contra a pessoa idosa, quatro valem ser destacadas. Uma delas é a negligência, quando os responsáveis deixam de oferecer cuidados básicos, como higiene, saúde, proteção contra o frio ou calor. É importante, ainda, ressaltar o abandono. Este contexto, considerado uma forma extrema de negligência, é caracterizada pela ausência ou omissão dos familiares ou responsáveis, governamentais ou institucionais, de prestarem socorro a quem precisa de proteção.
Outras duas questões relativas à falta de respeito aos idosos são a violência psicológica e o abuso financeiro. Com relação à primeira, gritar, xingar, discriminar, menosprezar, agir com preconceito ou humilhação, tudo isso pode levá-los à tristeza e até a depressão. No caso da questão financeira, mais da metade desses crimes envolve os parentes mais próximos, que em muitos casos se apropriam dos recursos por meio de intimidação ou sem o consentimento necessário.
“Valorizar o processo de envelhecimento e fortalecer as redes de apoio são essenciais para promover o exercício do cuidado. Temos o Julho Roxo para lembrar, mas esse cuidado deve ser diário, o ano todo. Vamos defender os direitos e a dignidade da pessoa idosa, que é essencial para criar um mundo livre de violência para todas as gerações”, afirmou o coordenador da saúde do idoso da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), Allison Anjos.
Em caso de necessidade, há como denunciar a violência contra o idoso em alguns canais, como Disque 100 (Disque direitos humanos), com atendimentos diários, 24 horas por dia, inclusive fins de semana; unidades básicas de saúde (UBS); delegacias; e no 190, da Polícia Militar, usado para risco iminente.