Em Pernambuco, no período entre 2002 e 2011, a coqueluche vem apresentando um aumento de número de casos confirmados a cada três anos. A partir do segundo semestre de 2011 a vigilância estadual desta doença tem sido intensificada, com a ampliação e fortalecimento da rede sentinela e integração das ações com o Laboratório Central (Lacen).
 
Em 2012, por meio da Portaria Estadual Nº 104, a coqueluche foi incluída na lista de doenças de notificação imediata em Pernambuco e foram realizados cursos da vigilância epidemiológica em parceria com o Lacen, Programa Estadual de Imunizações, Gerências Regionais de Saúde, Secretarias Municipais de Saúde e Unidades Sentinela, estimulando a busca ativa de casos e adoção oportuna das ações de prevenção e controle.
 
Como resultado destas ações houve um aumento da sensibilidade para captação dos casos e da confirmação dos mesmos por critério laboratorial. Em 2011, foram notificados 307 casos suspeitos e destes 80 confirmados (13 com cultura positiva para Bordetella pertussis). No ano de 2012, foram notificados 754 casos suspeitos, dos quais 252 foram confirmados (76 com cultura positiva para B. pertussis) e em 2013 até março, foram notificados 98 casos suspeitos e destes 18 confirmados (14 com cultura positiva para B. pertussis).
 
Em 2011 e 2012, observou-se elevado número de casos em menores de seis meses, faixa etária que ainda não possui o esquema vacinal completo. Como a imunidade conferida pela vacina ou doença não permanece por toda a vida, se mantendo cerca de 5 a 10 anos após a última dose, pesquisas apontam que os adolescentes e/ou adultos estão transmitindo a doença para crianças menores de um ano, que nascem suscetíveis a coqueluche. Ressalta-se que em menores de seis meses há um maior risco de agravamento e evolução para óbito.
 
Vigilância Epidemiológica da Coqueluche
Coordenação: Ana Antunes
Técnica: Alice Rodovalho
Fones: (81) 3184-0224
Fax: (81) 3184-0193

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